Negociação com BNDES para Odebrecht Transport

26/01/2017

O grupo Odebrecht está negociando com a BNDESPar, braço de participações do BNDES, e o fundo FI-FGTS, gerido pela Caixa Econômica Federal, um plano de reestruturação para a Odebrecht Transport, holding que atua em empreendimentos de infraestrutura. A OTP foi criada em 2010 para investir em concessões como rodovias, metrôs e aeroportos.

Entre seus ativos estão a Riogaleão, que administra o aeroporto internacional Tom Jobin, no Rio, Embraport, terminal de contêineres em Santos, Rota do Oeste, que ganhou a operação e duplicação da rodovia BR-163, no Mato Grosso, Linha 6 do metro de São Paulo e SuperVia, trem de passageiros, também no Rio.

A Odebrecht detém 59% do capital da OTP, enquanto o FI-FGTS tem 30% e a BNDESPar, 11%.

Segundo disse uma fonte a par das negociações, o acordo envolve uma reorganização societária e financeira do negócio e prevê a entrada de um novo sócio. Com isso, a participação do grupo seria diluída e a Odebrecht se tornaria um investidor minoritário.

O acerto passa pela saída da Odebrecht do controle da OTP. O Valor que o grupo aceita ter sua participação reduzida e ficar no negócio, mas desde que possa ter direito de participar da gestão. Caso contrário, sairia da holding.

A reestruturação é fundamental para a sobrevivência da OTP. Além de uma dívida de vários bilhões de reais, tem compromissos de investimentos elevados em vários projetos -caso da BR-163 e da linha paulista do metrô.

Com o envolvimento do grupo Odebrecht na operação Lava-Jato, a OTP teve as portas fechados para créditos e está com financiamentos do BNDES travados – somente na Riogaleão são R$ 1,8 bilhão. Na BR-163, R$ 2,7 bilhões. Para a linha 6 do metrô, o pleito do consórcio é de R$ 5,6 bilhões.

O plano de reestruturação da OTP considera a saída de negócios. É o caso do aeroporto do Galeão. A venda de sua participação e a renegociação dos pagamentos da outorga para 2018 em diante são vistos como fatores que vão viabilizar a entrada de um novo sócio. Ao mesmo tempo, é uma das condições para resolver a questão das garantias para liberação dos financiamentos travados no BNDES. O banco não se pronunciou.

Além do Galeão, a OTP vai sair do Embraport – em negociação final com a sócia Dubai Ports World (DPW), que já tem 33,3% – e de outros ativos menores, além de participações minoritárias.

Fonte: Valor Econômico

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Correios passam a aceitar descarte gratuito de lixo eletrônico em mais de 6 mil agências
Jadlog atinge 5.500 pontos de atendimento e mira meta de estar a até 500 metros de cada brasileiro
Algar e Grupo Decio firmam parceria para levar telemedicina 24 horas a caminhoneiros nas estradas
VAMOS leva caminhão semiautônomo Agronomous para otimizar transbordo de cana na safra da Adecoagro
eComex e Universidade Presbiteriana Mackenzie firmam parceria para capacitar profissionais de Comércio Exterior
Fulwood anuncia expansão do Infinity Business Park em Extrema (MG) com novos galpões e mais de 800 vagas de emprego

As mais lidas

01

Operadores Logísticos movimentam R$ 247 bilhões em 2025 e avançam na adoção da multimodalidade

02

Brasil precisa adaptar infraestrutura portuária para receber navios porta-contêineres gigantes

03

CENTRONAVE alerta para riscos no transporte marítimo em Manaus e defende adoção da sobretaxa de seca