Mercedes-Benz lança Linha Accelo com novo design e ingressa no segmento de caminhões médios com 11 toneladas de PBT

Em mais um passo marcante de renovação de sua linha de caminhões no Brasil, a Mercedes-Benz chega agora à consagrada família Accelo de leves e médios. Para o portfólio 2025, a marca está lançando os modelos 917, 1117 e 1417 6×2. Estes veículos urbanos, que também operam em curtas distâncias rodoviárias intermunicipais e nas zonas rurais, são sucessores de caminhões Mercedes-Benz clássicos do País, como o L 608 e o 710, os “Mercedinhos”, historicamente muito admirados por frotistas, autônomos e motoristas.

“O Accelo mudou totalmente, chegando com um inédito design futurista e moderno, mais capacidade de carga e novos modelos, além de diversas novidades em termos de tecnologia e configurações”, informa Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “Essa robusta renovação coincide com a recente marca de 20 anos de sucesso dessa família de caminhões no mercado brasileiro. Um campeão de vendas da Mercedes-Benz, com mais de 96.000 unidades emplacadas neste período. E ainda nesse mês, a família Accelo deve atingir a marca de 100 mil unidades vendidas no mercado brasileiro. Motivo de grande orgulho para nós!”.

Com esses lançamentos, a montadora pretende alcançar grandes marcos com a linha Accelo em 2025. “Para alcançar esse desempenho, confiamos nos novos caminhões e nas novas aplicações que serão atendidas pelo Accelo. Também acreditamos no crescimento econômico do País e do poder aquisitivo dos nossos clientes, o que gera oportunidades para o transporte urbano, intermunicipal e rural. Mercados, aliás, já atendidos com eficiência, produtividade e rentabilidade pelo Accelo, cuja nova geração representa uma nova era nas entregas e nas coletas urbanas”, destaca Ferrarez.

Entrada no segmento de caminhões médios de 11 toneladas de PBT

A nova linha Accelo entregará aos clientes mais capacidade de carga. Os modelos 917, 1117 e 1417 6×2 passam a atender as faixas de PBT de 9, 11 e 14 toneladas, resultando num ganho de até 1,2 toneladas de capacidade de carga. Além disso, o lançamento do 1117 marca a entrada da Mercedes-Benz no segmento de caminhões médios com 11 toneladas de PBT.

“Já o Accelo 1417, com PBT de 14 toneladas, oferece a maior capacidade de carga do segmento, até 600 kg a mais que seu principal concorrente”, diz Ferrarez. “Reafirmamos, assim, a vocação de um caminhão versátil e acessível aos grandes centros urbanos, com a capacidade de um médio, mas com plataforma de carga ampla e baixa. Ou seja, com economia e baixo custo operacional de um caminhão leve.”

Com a maior capacidade de carga, o novo Accelo 1417 passa a atender um novo nicho, reforçando a versatilidade de uso e ampliando o leque de aplicações do Accelo. Agora, o veículo pode receber tanques de água e de combustível maiores, de até 10 mil litros, facilitando a operação dos clientes na logística urbana. Os modelos 1117 e 1417 são indicados para cargas de alta densidade, como produtos congelados e resfriados, distribuição de bebidas, líquidos, químicos e combustíveis, areia, pedra, cimento e muitas outras.

Segundo o vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões, um importante diferencial do Accelo é a maior plataforma de carga do mercado, até 40 centímetros maior que os concorrentes. “Também oferece os maiores comprimentos de carroçaria do segmento, de até 6,90 metros nas versões 4×2 e de até 8,30 metros no 6×2.”

Design moderno e futurista, com detalhe clássico brasileiro

O novo e moderno design reúne detalhes futuristas e clássicos. O Accelo é o primeiro caminhão com uma identidade visual que segue as linhas do novo Actros L e do caminhão elétrico eActros, que foram atrações da Mercedes-Benz no salão IAA deste ano na Alemanha. O visual é clean. Já a grade dianteira preta reforça a tradição e a confiança que a marca conquistou no Brasil. Assim, os engenheiros da Empresa juntaram a atual linha futurista de design da Mercedes-Benz com o passado glorioso de ícones da marca no Brasil, como os clássicos L 1113 e L 608.

Ganhos operacionais para os clientes

Além da estética, o novo painel frontal da cabina, a grade dianteira, o parachoque e a saia dianteira trazem vantagens operacionais aos clientes. O menor número de peças, a maioria em material plástico de grande resistência e maleabilidade, resulta em menor peso, se tornando mais resistente. Também há menor demanda de itens de manutenção, ideal para a aplicação urbana.

A nova grade dianteira, mais elegante, agrega a tradicional estrela de três pontas, com frisos cromados em cada lado. Esse novo design mantém a eficiência na aerodinâmica e no arrefecimento do motor.

O parachoque de plástico, com reforço estrutural em aço, é tripartido, a fim de facilitar a manutenção. Além disso, estará disponível em duas versões, bodycolor ou selfcolor, de acordo com o desejo do cliente.

Além de evidenciar com elegância o design do novo Accelo, o conjunto óptico em LED aumenta a segurança. Ele oferece maior eficiência de iluminação e vida útil até 30% maior em relação às lâmpadas halógenas. Isso diminui a manutenção, reduzindo custos para o cliente.

Um caminhão urbano amigável ao meio ambiente e às pessoas

“É importante destacar que o novo Accelo não segue as linhas de design de seus irmãos maiores rodoviários e pesados do Brasil”, afirma Marcos Andrade, gerente sênior de Marketing de Produto Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “Ele é um caminhão urbano, de rua, que socializa com as pessoas e as comunidades, levando produtos na casa dos consumidores. Vai também aos diversos pontos de comércio e centrais de abastecimento, como vai ao campo buscar a produção de hortifrutis e faz o transporte entre cidades. Por isso, precisa ser amigável com o ambiente onde opera e com as pessoas. O novo visual clean e moderno do Accelo reforça esse compromisso e certamente vai encantar quem se deparar com ele.”

Motor potente e robusto e novas transmissões manual e automatizada

O novo Accelo vem equipado com o atual motor Mercedes-Benz OM 924 LA. Mantém assim um elevado nível de desempenho com potência de 163 cv e torque máximo de 610 Nm. Esse motor é robusto e resistente, o mesmo, aliás, aplicado no Atego de 17 toneladas de PBT.

“A novidade desse motor é o novo mapa de injeção de combustível, com otimização do gerenciamento térmico, da válvula EGF e do sistema de pós-tratamento”, afirma Andrade. “Como resultado, há um ganho de até 3% de economia de combustível, dependo da aplicação.”

Outra importante novidade da Linha Accelo são as novas transmissões manuais Eaton e automatizadas Mercedes-Benz, que proporcionam mais eficiência e desempenho. Dessa forma, mantêm a qualidade e a confiança típicas de um Mercedes-Benz. O câmbio automatizado MB G 90 PowerShift da 3ª geração, de 6 velocidades, se destaca pela robustez e melhor escalonamento de marchas. Este é um item opcional para os modelos 1117 e 1417. Todos os câmbios vêm, de série, com preparação para tomada de força, com botão no painel, parametrização padrão e chicotes elétricos.

Os eixos e suspensões foram redesenhados para as novas capacidades de carga, aumentando a robustez e a confiabilidade dos caminhões. As molas dianteiras e traseiras estão mais espessas e ganharam uma resistência cerca de 12% maior, além de mais rigidez, aumentando assim a robustez e mantendo um excelente nível de conforto ao veículo. As molas traseiras ganharam também uma otimização com a eliminação de alguns pads elásticos, diminuindo assim itens de desgaste.

Os novos amortecedores dianteiros são mais reforçados e foram recalibrados, assegurando, assim, a estabilidade e a capacidade de absorção das irregularidades das pistas. As barras estabilizadoras dianteiras e traseiras também foram reforçadas, aumentado o seu diâmetro de 34 para 38 mm, garantindo a estabilidade e a robustez do conjunto.

Os eixos dianteiros e traseiros foram redesenhados para as novas capacidades de carga, aumentando assim a robustez e a confiabilidade dos caminhões. O eixo dianteiro VL2 é de nova geração, com rolamento compacto isento de manutenção. O pino do cubo de roda é cilíndrico, em lugar da versão cônica anterior. Essa nova construção otimizada garante uma maior capacidade de carga, de 3,6 toneladas (3,2 toneladas no modelo anterior), sendo isenta de manutenção, o que diminui o custo de operação do veículo.

O eixo traseiro R325 mantém a construção em carcaça de aço estampado com porta para o diferencial, garantindo grande robustez e facilidade de manutenção. A versão para o 1117 teve seus componentes internos da ponteira e cubo de rodas reforçados para o aumento de capacidade de carga técnica para 7,1 toneladas (antes o máximo era de 6,4 toneladas). Vale mencionar que os três modelos Accelo podem ser equipados com bloqueio de diferencial.

O sistema de direção foi recalibrado, com aumento de 15% em sua pressão de trabalho. O objetivo é manter o baixo esforço de esterçamento no volante.

Esses novos caminhões Mercedes-Benz preservam muitos outros atributos amplamente reconhecidos do Accelo. Caso, por exemplo, do menor círculo de viragem do mercado, até 1,9 metro menor que seus concorrentes, de acordo com a montadora. Isso proporciona mais agilidade nas manobras e na circulação em centros urbanos e locais estreitos.

Os ângulos de entrada são de até 23 graus, quando carregado e a altura do catalizador foi elevada em 52 mm, proporcionando assim uma melhor adequação a operações em terrenos irregulares, com buracos, lombadas e guias. Isso evita eventuais quebras, paradas indesejáveis e custo de manutenção.

Para quem trafega em terrenos severos em aplicações predominantemente em más condições, como estradas vicinais, fazendas, estradas de terra e muitas lombadas altas, a Mercedes-Benz oferece o Pacote Robustez com customização de fábrica. Esse pacote é composto por componentes como protetor de cárter e radiador, chapa protetora do tanque de combustível, protetor do tanque de Arla32, ângulo de entrada elevado até 27 graus (quando carregado), suspensão mais elevada com molas traseiras curtas e trapezoidais grade protetora da lanterna traseira.

Cabina confortável e ergonômica, com conceito home office

A cabina do novo Accelo continua a ser oferecida em duas versões: Curta e Estendida. Ambas asseguram excelente conforto e ergonomia, dando opção de escolha para o cliente de acordo com sua aplicação. O interior da cabina, reafirmando o seu conceito home office, se destaca pelo conforto e também pela praticidade, a fim de garantir uma melhor experiência ao motorista.

Vários itens da cabina vêm dos modelos BlueTec 6 e se mantêm no novo Accelo: painel com display de 12,4 centímetros com sistema de navegação padronizado com Atego, Actros e Arocs, modo EcoSuport para avaliação de condução do motorista e pressão da turbina, teclas com design padronizado com Atego, Arocs e Actros, novo conjunto de espelhos com espelho de aproximação, console para guarda de objetos no teto, alavanca do câmbio automatizado integrada na coluna de direção e padronizada com o restante da linha, coluna de direção com 13 graus de ajustes, volante com maior pega e porta-copos.

“A cabina do Accelo já é um sucesso no mercado e continuará sendo, porque sempre trabalhamos para aprimorar cada detalhe, ouvindo e atendendo às demandas e sugestões dos clientes”, diz Andrade. “Por exemplo: o novo Accelo é o primeiro caminhão a sair de fábrica com pintura branco pérola. Além de visualmente mais bonita e elegante, essa pintura é mais resistente, devido à camada adicional de tinta perolizada.” O novo Accelo também se diferencia no mercado por suas tecnologias de segurança. Ele vem equipado com sistemas como Top Brake, ABS, ASR, controle eletrônico de estabilidade, distribuição eletrônica de frenagem, luzes traseiras de frenagem de emergência e assistência de partida em rampa.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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