Mercedes-Benz lança novos caminhões Atego para operações mistas e fora de estrada na Agrishow 2026

A Mercedes-Benz vai apresentar na Agrishow 2026 – maior evento do agronegócio na América Latina, que será realizado, de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, no interior paulista – dois novos modelos da linha caminhões Atego, ampliando sua atuação em operações mistas e fora de estrada voltadas ao agronegócio, mineração e construção civil. Os lançamentos são o inédito Atego 3433 6×4, disponível nas versões plataforma, basculante e betoneira, e a nova configuração do Atego 3033 8×2 com Pacote Robustez e eixo traseiro HL7 (R300) com redução nos cubos.

Segundo a fabricante, os novos modelos foram desenvolvidos para aumentar produtividade, robustez e rentabilidade em aplicações que combinam rodovias e vias não pavimentadas, cenário comum nas operações agrícolas brasileiras.

A marca exibirá nove caminhões durante a feira. Entre os destaques estão os extrapesados Actros Evolution, o off-road Arocs, o retorno da linha Axor, além de modelos das famílias Atego e Accelo voltados a serviços de apoio no campo.

“Nossa Empresa tem forte ligação com o agronegócio”, afirma Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “Os caminhões da marca estão presentes nas etapas de plantio e colheita, transportam os grãos, a cana-de-açúcar e vários outros produtos, seja para os portos ou para as centrais de abastecimento até chegar aos pontos de venda.”

De acordo com o executivo, a atuação da fabricante no setor envolve desde veículos leves para transporte de insumos até extrapesados utilizados em operações de longa distância e transbordo agrícola.

Novos caminhões Atego para operações fora de estrada

O novo Atego 3433 6×4 amplia o portfólio de caminhões fora de estrada da marca na faixa de 27 a 33,5 toneladas de PBT. O modelo chega ao mercado com 33,5 toneladas de Peso Bruto Total e 56 toneladas de Capacidade Máxima de Tração.

O caminhão é equipado com motor Mercedes-Benz OM 926 LA de 321 cavalos e torque de 1.250 Nm, além do câmbio automatizado Mercedes-Benz PowerShift Advanced G211 de 12 marchas. Entre os diferenciais estão retarder de série, suspensão reforçada, tomada de força no câmbio, escape vertical e cabina equipada com ar-condicionado, trio elétrico e chave inteligente.

Com maior capacidade operacional, o modelo pode receber implementos como básculas de até 16 m³, betoneiras de 10 m³ e carroçarias tanque de até 20 mil litros.

Já o Atego 3033 8×2 com Pacote Robustez e eixo traseiro HL7 (R300) foi desenvolvido no Custom Tailored Center (CTC) da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP). O modelo traz para-choque off-road, protetores de cárter, radiador e faróis, além de eixo traseiro com redução nos cubos.

“Esse Atego 3033 8×2 com Pacote Robustez é o único do segmento que oferece eixos com redução nos cubos”, afirma Ferrarez. “Essa configuração assegura robustez extrema para ambientes severos, com maior resistência a impactos nas vias.”

Segundo a fabricante, o sistema melhora a distribuição de torque, reduz o esforço sobre o diferencial e amplia a durabilidade da transmissão. O modelo possui 30,2 toneladas de PBT, 36 toneladas de CMT e também utiliza motor OM 926 LA de 321 cavalos.

Outro destaque é o câmbio PowerShift 3 Advanced G211, que oferece três modos de condução, sistema Hill Holder, função Ecoroll e trocas automatizadas mais rápidas e suaves.

A Mercedes-Benz também levará à feira os modelos Actros Evolution 2653 6×4 e 2553 6×2, equipados com motor OM 471 LA de 530 cavalos, atualmente o mais potente da marca no Brasil. O conjunto é voltado a operações mix-road no transporte de grãos, especialmente em estradas rurais e vias não pavimentadas.

O motor oferece torque de 2.600 Nm e freio-motor com potência de frenagem de 580 cavalos. Segundo a empresa, o consumo de combustível pode ser até 8% menor em comparação aos motores Euro 5 da geração anterior.

Entre os equipamentos do Actros Evolution estão faróis em LED, carregador de celular por indução, bateria de alta ciclagem de 230 Ah e opções de suspensão metálica para operações severas.

Outro destaque da Agrishow será o Arocs 3353 S 6×4, modelo off-road voltado ao transbordo de cana-de-açúcar. Equipado com motor de 530 cavalos, o cavalo mecânico atende à legislação para composições de 11 eixos e até 91 toneladas de PBTC no segmento canavieiro.

A fabricante também reforça a atuação dos modelos Atego e Accelo em atividades de apoio nas áreas rurais, como transporte de combustível, água, sementes, lubrificantes e manutenção de máquinas agrícolas.

No caso do Accelo 1117, o modelo com Pacote Robustez conta com itens como protetor de cárter, proteção para tanque de combustível, suspensão elevada e bloqueio de diferencial, permitindo atuação em estradas vicinais e áreas rurais de difícil acesso.

Além dos caminhões, a Mercedes-Benz destacará na feira seu portfólio de peças, serviços e soluções financeiras. Entre os serviços oferecidos estão telemetria Fleetboard, manutenção preditiva MB Uptime, planos de manutenção, peças genuínas e atendimento do Mercedes-Benz Service 24 horas.

A companhia também disponibiliza serviços dedicados para operações agrícolas, levando estrutura de peças e manutenção diretamente às fazendas e áreas de produção.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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