Leroy Merlin escolhe código 2D para ganhar eficiência em supply chain

25/02/2022

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A Leroy Merlin, uma das maiores redes de varejo do Brasil focada em melhorias para o lar, evoluiu todo o processo de supply chain do setor de revestimento cerâmico ao adotar o código de leitura bidimensional GS1 Datamatrix para identificar lotes de produtos e unidades logísticas. Para melhorar a eficácia e a produtividade no recebimento da grande variedade de cerâmicas em centros de distribuição e lojas, a rede desenvolveu um projeto específico para essa indústria.

Segundo Renato Ribeiro, líder de supply chain da Leroy Merlin, o projeto inicialmente visava resolver uma questão específica da empresa, mas assumiu um papel preponderante em toda a cadeia do setor. “Além do ganho na eficiência na nossa operação da cerâmica padronizando todo recebimento de materiais com informações de medidas, bitolas e tonalidades dos produtos, percebemos que todos os envolvidos na nossa cadeia de suprimentos ganharam precisão e agilidade nos processos.”

A ideia da adoção de um código 2D para identificação de produtos na cadeia de suprimentos da indústria cerâmica nasceu de um grupo de trabalho formado por Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O conceito foi promover a implantação do padrão GS1 Datamatrix para geração de etiquetas de identificação de caixas e paletes destinados a pisos cerâmicos e porcelanato.

A rede Leroy Merlin foi pioneira em desenvolver um projeto nessa direção e com isso, todos os elos dessa cadeia — indústrias, distribuidores e varejo — tiveram seus processos logísticos e administrativos aperfeiçoados por um padrão global de identificação, que no Brasil é gerido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. A entidade conecta a cadeia de ponta a ponta ao determinar uma linguagem única na identificação dos produtos. Por essa inovação, a Leroy Merlin recebeu o Prêmio Automação 2021, concedido pela GS1 Brasil.

Datamatrix — Os códigos de barras são formar de codificar e capturar informações em uma estrutura “legível” pelos computadores e outros sistemas digitais. Códigos bidimensionais como o GS1 Datamatrix têm tamanho compacto e dimensões bem reduzidas. Uma grande vantagem é que têm capacidade de carregar informações variadas como lote, data de validade e número de série e características detalhadas de cada produto. Todos os processos de supply chain e rastreabilidade ganham muito mais precisão de informações e agilidade como esse padrão.

Outra inovação na qual o padrão GS1 Datamatrix se enquadra é o conceito do Phygital — união do mundo físico com o digital — impulsionada fortemente pelos marketplaces e os novos modelos de vendas no varejo. Os processos de automação para logística desse universo podem se beneficiar muito com os recursos da captura de dados em leitores 2D como melhor gerenciamento de estoques, integração de iniciativas de rastreabilidade com sustentabilidade, atendimento a regulamentações como gestão de data de validade e recalls.

GTIN — Hoje, o principal identificador dos produtos é o Número Global de Item Comercial (GTIN — numeração que acompanha o código de barras), além do número de lote e de série. Quanto mais informações os sistemas de automação armazenarem em toda a cadeia sobre cada item, mais possível será rastrear a procedência dos produtos para segurança do consumidor e das empresas. O GTIN permanece como referência na captura de dados pelos códigos 2D.

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