Com chuva, hidrovia em São Paulo é reativada

12/02/2016

Após 20 meses de interrupção, a Hidrovia Tietê-Paraná voltou a operar o transporte de cargas na manhã de ontem, na região noroeste do Estado de São Paulo. O primeiro comboio passou pela eclusa da Usina Hidrelétrica Nova Avanhandava, em Buritama, seguindo para São Simão, em Goiás, para carregar soja destinada ao Porto de Santos. O transporte estava suspenso em razão do baixo nível do Rio Tietê, afetado pela severa estiagem de 2014 e pelo uso da água na geração de energia.

Foram prejudicadas sobretudo as cargas de longo percurso, como soja e milho embarcados em São Simão para descarga em Santos, e a celulose e madeira da região de Três Lagoas (MS).

As chuvas do fim do ano passado, que se intensificaram em janeiro deste ano, recuperaram o nível do rio, que subiu cinco metros no trecho mais crítico. Barcos leves já estavam passando desde o mês passado. Com a retomada, o fluxo de embarcações na hidrovia deve se intensificar nas próximas semanas. Hoje, um comboio deve passar pela eclusa de Buritama em direção a Santos.

Conforme estimativa do Departamento Hidroviário (DH), da Secretaria de Logística e Transportes do Estado, em um ano devem ser transportadas seis milhões de toneladas pelo trecho da hidrovia, com destaque para soja, celulose e insumos para adubação. Ainda segundo o DH, um comboio no rio transporta um volume equivalente à carga de 200 caminhões nas estradas.

A hidrovia é alternativa para o transporte de cargas geradas também nos Estados de Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná. O governo paulista fez negociações com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), do governo federal, para que seja mantida a quota mínima nos reservatórios de Ilha Solteira e Três Irmãos, no percurso da hidrovia, para garantir a passagem de barcos de maior calado, com mais capacidade de carga.

Durante o período da estiagem, foram realizadas obras para a redução de gargalos no trecho paulista da hidrovia, como a proteção dos vãos de pontes e a construção de atracadouro de espera na eclusa de Bariri.

Este mês, deve ser publicado o edital para a ampliação do Canal de Avanhandava. Num trecho de dez quilômetros, o canal terá mais de 2,4 metros de profundidade, possibilitando a passagem de embarcações de grande calado. As obras devem ser iniciadas em maio, com previsão de conclusão em 29 meses, ao custo de R$ 287 milhões.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Descartes adquire Drivin para ampliar soluções de logística de última milha na América Latina
Descartes adquire Drivin para ampliar soluções de logística de última milha na América Latina
Emirates se torna a primeira companhia aérea a operar o Boeing 777-300ERSF convertido para carga
Emirates se torna a primeira companhia aérea a operar o Boeing 777-300ERSF convertido para carga
STILL apresenta tecnologia patenteada que atua na prevenção de acidentes com empilhadeiras
STILL apresenta tecnologia patenteada que atua na prevenção de acidentes com empilhadeiras
Veloe lança Rede Parceira para ampliar eficiência no abastecimento e fortalecer experiência digital
Veloe lança Rede Parceira para ampliar eficiência no abastecimento e fortalecer experiência digital
Insights Logweb: Os movimentos que estão redefinindo a logística brasileira
Insights Logweb: Os movimentos que estão redefinindo a logística brasileira
Super Terminais amplia infraestrutura portuária com três novos guindastes elétricos e investimento de R$ 120 milhões
Super Terminais amplia infraestrutura portuária com três novos guindastes elétricos e investimento de R$ 120 milhões

As mais lidas

01

Veloe lança Rede Parceira para ampliar eficiência no abastecimento e fortalecer experiência digital
Veloe lança Rede Parceira para ampliar eficiência no abastecimento e fortalecer experiência digital

02

Infios apresenta camada de inteligência que impulsiona a execução de Supply Chain orientada por IA
Infios apresenta camada de inteligência que impulsiona a execução de Supply Chain orientada por IA

03

STILL apresenta tecnologia patenteada que atua na prevenção de acidentes com empilhadeiras
STILL apresenta tecnologia patenteada que atua na prevenção de acidentes com empilhadeiras