CEO da Interbrilho fala sobre o novo CD e os desafios na gestão logística de suas atividades

19/08/2019

Especializada em produtos de limpeza automotiva, higiene animal e soluções para churrasco, a Interbrilho produz as linhas Rodabrill, CockPit, Petbrilho e Prime Grill, além das linhas Ekopet e Roadshine, desenvolvidas exclusivamente para o mercado americano.

A empresa inaugurou recentemente um Centro de Distribuição próprio, batizado de Cabrelog, localizado em Cabreúva, a 60 quilômetros da capital paulista. Instalado na mesma área onde se encontra a fábrica da companhia, tem 2.141 m², comporta 5 mil posições-paletes e possui sua própria frota de veículos.

“O Cabrelog atende São Paulo e todo o país, proporcionando serviço diferenciado de contato direto com cliente, oferecendo melhor rentabilidade em relação a custos com terceiros”, explica Henrique Caran, CEO da Interbrilho. Para os demais estados, a empresa conta com parceiros logísticos. “Como nosso tipo de entrega é fracionada, optamos por contratar terceiros que trabalham com cargas compatíveis com o ramo de limpeza”, diz. Alguns dos parceiros são Reiterlog, Termaco e Expresso Rodominas.

A frota própria é composta por seis veículos, que realizam cerca de 40 viagens por mês, atendendo exclusivamente São Paulo. Para os demais estados, são 22 coletas por mês, com distribuição em nível Brasil.

Além do transporte rodoviário, a empresa utiliza o modal marítimo, tanto para importação, quanto para exportação. “Nosso papel é fazer os produtos chegarem às mãos dos consumidores. Para isso, não medimos esforços e nos empenhamos em atender a demanda dos clientes, seja por terra ou mar”, ressalta Caran.

Ele cita como diferencial da logística da marca o perfil de atendimento “gôndola”. “Nesta modalidade, otimizamos a grade de entrega a fim de não gerar ocupação interna nos clientes”, conta. Recentemente a empresa aumentou sua infraestrutura para expandir a capacidade de armazenagem e oferecer transporte próprio.

Em termos de tecnologia, a empresa conta com os sistemas Alcis, para gerenciamento de armazém (WMS); MRP Mega, para gerenciamento fabril; e Sialog, para gerenciamento de transportes (emissão de CTEs/conciliação de fretes).

 

Desafios

Entre os maiores desafios logísticos enfrentados está o gerenciamento da Supply Chain com foco na redução de custos, de forma a permitir melhorias na cadeia que impulsionem o crescimento lucrativo.

“Entender quais fornecedores adiantam os avisos de entrega, quais são os precisos ou não e quais apresentam a maioria das remessas com problemas antes que isso ocorra dará uma vantagem estratégica no mercado atual. Com a visibilidade de toda a cadeia de suprimentos e a capacidade de enxergar essas lacunas, teremos resposta para muitos desafios enfrentados”, expõe o CEO da Interbrilho.

Na área de estoques, a empresa busca uma gestão integrada de S&OP, a fim de garantir eficácia no cumprimento do forecast vendas. Segundo Caran, a falta de estoque ou as prateleiras vazias no mercado de hoje, supercompetitivo e omnicanal, pode levar à perda de participação e à erosão da marca. “É preciso garantir a consolidação de rotinas de trabalho flexíveis e atualizadas, capazes de acolher as demandas em constante alteração e o aumento do nível de exigência do mercado.”

Outro desafio está na terceirização dos serviços logísticos. Para o CEO, é importante contratar empresas especializadas para simplificar a rotina de tarefas, economizar recursos e aumentar a produtividade, seguindo algumas premissas. Deve-se levar em consideração a reputação que o fornecedor logístico possui no mercado, a adaptação dos serviços de transporte oferecidos às necessidades da empresa contratante, os preços praticados para executar todas as entregas com excelência, as condições e cláusulas do contrato de prestação de serviços, e o nível de produtividade a partir do qual o fornecedor mantém o compromisso firmado inicialmente.

Também são desafios: o emprego qualificado em tecnologia, já que a automação dos processos logísticos e da gestão empresarial como um todo tornou-se uma tendência inegável; a eficiência e rapidez na logística de entrega, por meio de ações relacionadas à inteligência geográfica e ao planejamento de rotas; e a gestão de frete, que envolve o desmembramento de custos de frete por região, segmento e operações, fundamental para identificar os gaps e as oportunidades que geram impactos diretamente na rentabilidade da companhia.

 

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