O Banco do Nordeste (BNB) realizou na última segunda-feira (11 de maio) uma nova liberação de recursos para a conclusão das obras da Ferrovia Transnordestina. O desembolso foi de R$ 41,2 milhões e corresponde à terceira parcela liberada em 2026 para o financiamento do empreendimento ferroviário.
Com a nova operação, os desembolsos realizados pelo banco neste ano já superam R$ 300 milhões. Segundo a instituição, a previsão é que cerca de R$ 1 bilhão ainda seja liberado até o fim de 2026, de acordo com o avanço das obras. Em 2025, o volume desembolsado para o projeto atingiu R$ 1,7 bilhão.
Os recursos são provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e destinam-se ao financiamento do trecho que liga Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará. A ferrovia possui 1.209 quilômetros de extensão e atravessa 53 municípios nordestinos.

A responsável pela concessão e execução do trecho é a Transnordestina Logística S/A (TLSA). O projeto é considerado estratégico para a ampliação da infraestrutura logística da região Nordeste, especialmente para o escoamento de grãos, minérios e outras cargas destinadas aos portos da região. Os recursos atualmente liberados fazem parte do aditivo de R$ 3,6 bilhões incorporado ao financiamento das obras da Transnordestina. O aporte adicional foi anunciado no final de 2024 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o diretor Financeiro e de Crédito do Banco do Nordeste, Wanger de Alencar, a continuidade das liberações acompanha a evolução física do projeto ferroviário e busca garantir a conclusão da infraestrutura. “Estamos trabalhando juntos para a conclusão dessa ferrovia, que é fundamental para o desenvolvimento do Nordeste, pois representa um avanço importante para a infraestrutura regional e já está atraindo importantes investimentos, a exemplo de empresas de logística, frigoríficos e prestadores de serviço”, afirmou.
A Transnordestina é uma das principais obras de infraestrutura logística em andamento no país e tem como objetivo ampliar a integração ferroviária da região Nordeste, conectando áreas produtoras do interior aos portos estratégicos do Ceará. Além disso, a ferrovia deverá contribuir para a redução de custos logísticos e para o fortalecimento das cadeias produtivas regionais.








