Terminal de Contêineres de Paranaguá inaugura Central de Resíduos

26/01/2024

Com cento e vinte metros quadrados de área útil e capacidade para 42 contêineres IBCs (Contentor Intermediário para mercadorias a Granel, na sigla em inglês) alocados nos porta-paletes, a Central de Resíduos da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, acaba de ser inaugurada. O intuito do projeto é lidar com os resíduos de maneira sustentável, considerando os impactos ambientais, sociais e as melhores práticas de governança. Além da capacidade inicial, existe a possibilidade de ampliação do espaço de armazenagem para mais 14 IBCs.

Construída em 90 dias, a estrutura de acondicionamento é separada para cada tipo de resíduo contaminado, sejam líquidos, sólidos, químicos, contaminantes, perigosos, incompatíveis, dentre outros. Entre suas principais características, a Central de Resíduos tem capacidade para cinco bacias de contenção com resíduos oleosos e para seis IBCs na baia de contenção. Já para os resíduos secos, a central possui baias dedicadas para a armazenagem de pilhas, lâmpadas, baterias, EPIs, e diversos tipos de sacarias.

Estas áreas dispõem de canaletas que direcionam e segregam em local correto quaisquer resíduos passíveis de cair dos contentores. O piso da Central de Resíduos também foi impermeabilizado com material tecnológico, impedindo a contaminação do solo e facilitando a limpeza constante.

Como explica Kayo Zaiats, gerente de segurança do trabalho, saúde, e meio ambiente da TCP, esta é uma central moderna, que conta com diversos dispositivos de controle operacional, proporcionando um ótimo desempenho e evitando contaminações. “Além de proteger a saúde de nossos colaboradores, este projeto vai de encontro às metas da TCP de preservar o ecossistema no entorno de sua área de operações, cuidando do meio ambiente e do bem-estar das comunidades próximas”, pontua Zaiats.

Benefícios

A central de coleta será usada para depositar resíduos contaminados de modo a garantir que 100% deles sejam destinados à reciclagem, tratamento ou reutilização. “Com o armazenamento segregado, fica mais fácil a destinação de acordo com a tipologia, possibilitando o melhor descarte possível e atendendo todos os padrões legais”, complementa o gerente de segurança do trabalho, saúde, e meio ambiente da TCP.

A gestão de resíduos no contexto ESG não é apenas uma prática ambiental; é uma abordagem holística que considera o impacto social e as práticas de governança para promover um ambiente mais sustentável e responsável.

Para Zaiats, este é mais um passo dentro das estratégias ESG, afinal, a iniciativa demonstra a consciência do terminal em relação aos riscos que os resíduos armazenados de forma incorreta causam, tanto aos seus colaboradores, quanto ao meio ambiente. “Faz parte da nossa missão melhorar nosso desempenho ambiental e social continuamente”, finaliza.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

01

Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor
Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor

02

Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega
Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega

03

Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal
Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal