VLI registra primeiros embarques da safra de soja 2022 em janeiro

04/02/2022

VLI Grãos

Composições carregadas com soja foram desembarcadas ao longo do mês de janeiro pela VLI no Terminal Portuário de São Luís (TPSL), no Maranhão, e no Tiplam, Terminal Portuário na região de Santos (SP), simbolizando o início das movimentações da safra de soja 2022. Na primeira quinzena de fevereiro, haverá o primeiro carregamento partindo do Terminal Integrador de Araguari (MG) com destino ao Terminal de Produtos Diversos (TPD), localizado em Vitória (ES), completando o início da movimentação de grãos nos três corredores de exportação operados pela VLI. A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Ferrovia Norte-Sul (FNS), no Arco Norte, atuam como rotas de escoamento para os grãos brasileiros destinados à exportação.

A grande capilaridade do sistema multimodal gerido pela VLI permite que a soja captada, principalmente, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, seja destinada à exportação em três complexos portuários distintos: São Luís (MA), Vitória (ES) e Santos (SP). De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa para produção de soja neste ciclo é de 142,79 milhões de toneladas, ante 142,01 milhões da safra 2021.

“O sistema de multimodalidade integrada propõe uma solução logística porta a porta, na qual captamos a carga em sua origem e fazemos o melhor uso de cada modal de transporte para possibilitar que o produto chegue com maior brevidade ao seu berço de exportação. É isto o que desenhamos para a safra de soja 2022, um sistema eficaz e ágil”, afirma o gerente-geral Comercial de Grãos da VLI, Alexandre Ribeiro.

Para dar vazão a este fluxo, que tem início agora e segue até o segundo semestre, com picos de volume nos meses de fevereiro, março, abril e julho, a companhia utiliza três corredores logísticos, sendo eles os Corredores Centro-Sudeste e Centro-Leste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), além do Tramo-Norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), dos quais a VLI é administradora.

Outros importantes ativos da companhia oferecem a integração e agilidade necessárias para a operação de escoamento. São eles: os Terminais Integradores de Araguari, Pirapora e Uberaba, em Minas Gerais; os Terminais de Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins; além do Terminal de Porto Franco, no Maranhão, cuja previsão de ativação é o primeiro semestre deste ano.

Em 2020, apenas por intermédio da Ferrovia Centro-Atlântica, a VLI movimentou 25 milhões de toneladas de insumos oriundos do agronegócio. Já pela Ferrovia Norte-Sul, dos 10,66 milhões de toneladas de cargas gerais movimentadas em 2020, cerca de 40% correspondem a volumes agro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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