Em evento no SETCESP, Tayguara Helou encerrou sua gestão como presidente da entidade

11/01/2022

No dia 14 de dezembro, o tradicional almoço do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região foi marcado pelo encerramento da gestão de seis anos de Tayguara Helou como presidente da entidade.

“Trabalhei com afinco e austeridade e realizei minha missão: proteger e cuidar dos interesses do transporte rodoviário de carga, um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico do país”, resumiu.

Em sua homenagem, seu pai e ex-presidente do SETCESP, Urubatan Helou, falou sobre a brilhante jornada do filho no comando do sindicato. “Ele foi o presidente da inovação e da disrupção, que soube acompanhar muito bem a evolução tecnológica, e com isso conseguiu fazer a diferença”.

Ana Jarrouge, presidente executiva da entidade, também participou do evento. “O SETCESP é, hoje, uma referência quando pensamos em representatividade e devemos muito disso ao Tayguara, que, com seu jeito inovador, arrojado e extremamente otimista, fez com que chegássemos a um patamar diferenciado no contexto nacional do TRC. Agora, nos cabe dar sequência a tudo isso, que foi construído por ele e continuar o legado. Como ele mesmo costuma dizer, continuidade sem continuísmo”, disse.

Tayguara agradeceu a todos os que o apoiaram durante sua gestão. “Trazer melhorias para o TRC significa fornecer eficiência para a cadeia produtiva de todo o Brasil. O SETCESP segue brilhando. Não tenho dúvida de que o Adriano Depentor multiplicará tudo que está sendo feito.”

Depentor foi eleito novo presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP no dia 9 de novembro. Ele será o 18º presidente e comandará a gestão que se inicia em 1° de janeiro de 2021 e se encerrará em dezembro de 2024. Atuando há mais de 35 anos no setor, foi presidente da Jamef Encomendas Urgentes e hoje faz parte do quadro societário da empresa.

 

Conquistas

Ao longo de sua gestão, Tayguara comandou importantes vitórias para o TRC, como a emissão do comprovante de entrega no formato eletrônico, o aumento do VUC (Veículo Urbano de Carga) de 6,30 m para 7,20 m e a sua liberação do rodízio da cidade de São Paulo, e ainda, a permissão para a entrega noturna no município.

Ele também implementou novos serviços, como o Clube de Compras, Cursos em EAD e, por meio de parcerias, o certificado digital, o teste de opacidade e o exame toxicológico. Criou o IPTC – Instituto Paulista do Transporte de Carga, as CASs – Centrais de Atendimento SETCESP em Jundiaí e Barueri, também a CATC – Câmara de Arbitragem do Transporte em parceira com o Sindicato dos Autônomos e o movimento Vez & Voz – uma rede de valorização e incentivo à participação de mulheres no TRC.

Todas as suas conquistas foram registradas no livro A onda da transformação, que conta a história de como Tayguara conseguiu transformar a entidade em um núcleo de prestação de serviços e informações para o setor de transporte rodoviário de cargas.

A obra apresenta em detalhes as conquistas, as inovações e os resultados de sua gestão, além de fatos da sua vida particular que se misturam com os acontecimentos do Sindicato, afinal o SETCESP foi parte importante da sua vida. O livro pode ser baixado no link: https://conteudo.setcesp.org.br/livro-tayguarahelou.

A obra integra um projeto que conta, também, com a produção de um filme dedicado ao TRC, Da primeira à última milha, lançado no dia 21 de dezembro, no Cinemark do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Tanto o livro quanto o filme contam com o patrocínio da Braspress, De Nigris, JSL, Mercedes-Benz, NTC&Logística, Patrus Transportes, RGLog, Flash Courier e Transjordano.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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