De repente, na tela

20/08/2020

O SETCESP é uma entidade em constante transformação e, desde o ano passado, com a mudança do estatuto e implementação dos processos de governança corporativa e compliance, tudo tem evoluído ainda mais rápido.

Os planos para 2020 eram, e continuam, ousados: lançar novos serviços, dar passos mais largos em direção à era “4.0”, abrir novos canais de atendimento, aumentar a quantidade de eventos e modernizar a dinâmica de trabalho dos colaboradores da entidade. Tudo isso, ao longo desses 366 dias. Porém, em março, fomos surpreendidos com a pandemia do novo coronavírus e a nova realidade nos fez readequar a rota.

Por conta da quarentena, tivemos que nos reinventar rapidamente para não deixar que nosso principal público, os transportadores, ficasse sem informação atualizada e precisa sobre as diversas mudanças que estavam acontecendo e àquelas que estariam por vir.

Com a agenda de eventos cancelada por tempo indeterminado, recorremos às transmissões ao vivo em nosso canal no Youtube, a fim de dialogar com os executivos e profissionais do setor de transporte rodoviário de cargas, já que a busca por vídeos ao vivo no Brasil estava em ascensão, chegando ao patamar de crescimento de 4.900%, conforme dados do próprio Youtube.

Nas nossas lives semanais, abordamos as medidas provisórias publicadas devido ao Covid-19, a prorrogação das negociações coletivas de trabalho, a gestão de tempo durante o home office, a inovação, as estratégias para retenção de clientes, o planejamento financeiro entre outros temas, que somaram 23 lives com um público de mais de 15 mil usuários.

Continuamos com uma programação intensa de conteúdos importantes, convidando especialistas para falarem sobre o que o cenário empresarial e econômico pede. O objetivo é estar com o transportador onde ele estiver, quando ele puder, pois os vídeos ficam salvos no canal para um posterior compartilhamento, se assim desejar.

Outros planos, como o ensino a distância (EAD), por exemplo, foram antecipados para suprir a lacuna deixada pelos cursos presenciais. A plataforma até então estava sendo analisada, isso no final de março, entretanto o projeto engatou a quinta marcha e foi lançado agora em junho, no formato de webinar com o programa “Caminhos para a Retomada”.

A série de três seminários online atendeu uma necessidade imediata de informação de qualidade e orientação prática sobre gestão financeira, inovação e solução de conflitos em empresas familiares. Temas de interesse do público apresentados com senso crítico, especialmente no momento de retomada das operações e dos negócios com a sinalização da volta das atividades comerciais.

Os cursos em EAD, outra modalidade de ensino na plataforma online, estão sendo gravados a todo vapor. Mantendo a primícia de promover o desenvolvimento do setor, seja no contexto educacional, organizacional e pessoal, o SETCESP se uniu aos melhores instrutores do TRC, que desenvolveram metodologias que estimulam e engajam os estudantes a trabalharem os conteúdos propostos. Combinando também a facilidade de não ter um horário rígido, data ou lugar pré-estabelecido para que o profissional possa se aprimorar. Assim, ampliamos as fronteiras da entidade e abrimos a possibilidade de estudar e ensinar de qualquer lugar.

Saímos das cadeiras do auditório e da sala de aula para as telas.

Os modelos de lives, webinar e EAD têm uma abrangência ilimitada, levam conhecimento e desenvolvem habilidades para que o empresário, executivo e colaboradores do setor atuem com mais segurança e competência no dia a dia de suas operações.

É desta forma que o SETCESP se mantém próximo do seu público, mesmo distante fisicamente.

Para saber mais, acesse www.setcesp.org.br

 

Camila Florencio, coordenadora de Comunicação do SETCESP, e Silmara Balhes, coordenadora de Eventos, também da entidade.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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