Combilift adota visitas virtuais, colhe bons resultados e muda estratégia de atuação

09/06/2020

Nesta época de pandemia de coronavírus, as empresas estão se adaptando e se reinventando para continuar ativas no mercado. Uma delas é a Combilift, fabricante de empilhadeiras multidirecionais especializada em soluções customizadas de movimentação de materiais.
Em coletiva de imprensa virtual, Martin McVicar, fundador e CEO da marca, contou os cuidados que vêm sendo tomados para evitar a propagação do novo coronavírus na planta, localizada na cidade irlandesa de Monaghan, como uso de cobre em portas e dispensadores de álcool gel.
Além disso, a empresa criou dois turnos de operação para diminuir a quantidade de pessoas no mesmo ambiente, e também passou a contar com oito áreas de alimentação, sendo que antes da pandemia só havia um restaurante. Outra mudança foi o aumento em 50% da área de produção, reduzindo os espaços destinados a estoque, com o objetivo de aumentar a distância entre os colaboradores.
Com o cancelamento das viagens domésticas e internacionais para evitar contágio, a Combilift adotou a consultoria virtual. Com a ajuda do Google Maps, a empresa consegue visualizar a planta do cliente e, por meio de vídeos das áreas internas e as medidas corretas, pode fazer a simulação do local com as otimizações propostas e disponibilizar em 3D.
Segundo McVicar, as reuniões virtuais com pessoas de várias localidades do mundo passaram a fazer parte do dia a dia da empresa, e o prazo de resposta acelerou. O resultado está sendo tão bom que a empresa vai reduzir a participação em feiras de negócios, priorizando o atendimento virtual. “A nova maneira de atuação se revelou tão efetiva quanto o contato físico”, ressaltou.

Negócios
Com relação aos negócios, McVicar disse que muitos países estão aproveitando para investir em infraestrutura. Com o aumento da demanda por máscaras e luvas, as fabricantes estão precisando de mais espaço. E isso é positivo para a Combilift.
Sobre a atuação no Brasil, Rafael Kessler, diretor executivo da marca no país, disse que as mesmas ações realizadas na Europa são aplicadas aqui, ou seja, a busca por clientes tem acontecido de forma mais ativa. De acordo com ele, as empresas já estão se preparando para o retorno das atividades pós-pandemia. Destaque para aumento das operações de e-commerce, nas áreas farmacêutica, de alimentos, jogos e itens domésticos.
“Estamos tirando pedidos, mas não dá para fazer uma previsão sobre os resultados que iremos alcançar neste ano em comparação ao passado. O que posso dizer é que não foi um período perdido e talvez haja aumento de market share devido à nossa característica de desenvolvedora de soluções”, disse.
Kessler adiantou, ainda, que a Combilift vai começar a pensar na migração da produção para outros países, como o Brasil, para reduzir custos, já que o euro chegou a altos patamares neste período.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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