Detrans orientam sobre venda de extintores de carga ABC adulterado

17/06/2015

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deve prorrogar, pela terceira vez, a obrigatoriedade do uso de extintores de incêndio com carga ABC nos veículos. O pedido foi feito pelo Ministério das Cidades, na última segunda-feira (15), devido à falta de produto em todo país.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deve prorrogar, pela terceira vez, a obrigatoriedade do uso de extintores de incêndio com carga ABC nos veículos. O pedido foi feito pelo Ministério das Cidades, na última segunda-feira (15), devido à falta de produto em todo país. Em alguns Estados, a dificuldade em encontrar o equipamento fez surgir um mercado paralelo de extintores adulterados, à venda em lojas e postos de combustível.

No Paraná, por exemplo, pelo menos dez casos são registrados todos os dias nas vistorias para registro de veículos na autarquia. “Nossos vistoriadores têm flagrado casos em que o cidadão chega com o extintor recém comprado e que está com a data de validade adulterada. Uma remarcação na data de fabricação e/ou validade que fica embaixo do produto”, conta o presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND) diretor-geral do Departamento paranaense, Marcos Traad.

Todos os extintores de carga ABC são válidos por cinco anos e descartáveis. “Esse tipo de fraude prejudica o cidadão, que é enganado e não terá segurança ao usar o produto vencido, e também os serviços do Detran. Afinal, sem o extintor dentro das normas, é necessário passar por uma nova vistoria, o que sobrecarrega nossos servidores”, completa ele.

Consumidor

De acordo com o Procon, a orientação é para que quem sofre a fraude procure o órgão e faça uma reclamação. É necessário ter o cupom fiscal ou documento equivalente que comprove a relação de consumo.

Nestes casos, é possível pedir a troca ou restituição do valor pago e, ao se sentir lesado, o consumidor pode entrar com ação no juizado especial para reparar danos.

O delegado da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, Wallace de Oliveira Britto, afirma que os estabelecimentos que vendem o produto adulterado estão sujeitos às sanções da lei. “A venda de extintor adulterado é uma fraude contra o consumidor. Aquele que comercializa pode ser responsabilidade civil e criminalmente por oferecer algo incompatível com o rótulo”, explica.

 

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Shopee reúne parceiros logísticos e destaca desempenho operacional da cadeia de fornecedores
Shopee reúne parceiros logísticos e destaca desempenho operacional da cadeia de fornecedores
Brado Logística reforça operação multimodal do Grupo Mateus pela Ferrovia Norte-Sul
Brado Logística reforça operação multimodal do Grupo Mateus pela Ferrovia Norte-Sul
Ford atinge produção de 20 mil unidades da van comercial Transit na América do Sul
Ford atinge produção de 20 mil unidades da van comercial Transit na América do Sul
JBS Terminais amplia serviços no Porto de Itajaí, SC,e faz novo investimento de R$ 9 milhões
JBS Terminais amplia serviços no Porto de Itajaí, SC,e faz novo investimento de R$ 9 milhões
Parceria entre CSCMP Roundtable Brasil e ILOS amplia debates sobre Supply Chain no país
Parceria entre CSCMP Roundtable Brasil e ILOS amplia debates sobre Supply Chain no país
Gincana do Caminhoneiro 2026 começa amanhã, 29 de maio, com etapa em São José dos Pinhais, PR
Gincana do Caminhoneiro 2026 começa amanhã, 29 de maio, com etapa em São José dos Pinhais, PR

As mais lidas

Nada encontrado