Yusen Logistics e Toyota Argentina atingem marco de eficiência logística com o primeiro bitrem

O setor logístico da Argentina deu um grande passo rumo a um futuro mais eficiente e sustentável com a circulação do primeiro caminhão bitrem, de 30,25 metros e 75 toneladas, do Porto de Buenos Aires ao corredor industrial Zárate-Campana. Essa conquista foi possível graças a um esforço conjunto entre a Toyota Argentina, que liderou o projeto desde o início, e a Yusen Logistics, que apoiou o processo realizando os testes necessários para demonstrar a viabilidade das operações com bitrem na Argentina.

Impulsionada por sua filosofia de melhoria contínua, a Toyota trabalha constantemente para otimizar seus processos. Em linha com seu Desafio Ambiental 2050, a empresa está comprometida com a redução da pegada de carbono de suas operações.

“Sustentabilidade e eficiência logística são essenciais para dois dos principais objetivos da Toyota: avançar rumo à neutralidade de carbono e aprimorar a competitividade dos nossos produtos”, disse Gustavo Salinas, presidente da Toyota Argentina. “Essa implementação é um exemplo poderoso de como a colaboração na cadeia de valor, o planejamento de longo prazo e o diálogo público-privado podem gerar melhorias concretas que impactam tanto a nossa competitividade nas exportações quanto o meio ambiente”.

Esse marco representa um ponto de virada na indústria: pela primeira vez, um bitrem de contêiner foi autorizado a operar a partir do Porto de Buenos Aires, estabelecendo um precedente para a modernização do transporte de cargas no país.

Maior capacidade, menor impacto ambiental

Os caminhões bitrem aumentam a capacidade de carga em 40% em comparação com veículos tradicionais, o que significa menos viagens para transportar o mesmo volume de mercadorias. Essa otimização leva a uma redução de até 30% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), alinhando-se aos objetivos de sustentabilidade da indústria logística.

Além dos benefícios ambientais, os bitrens são equipados com tecnologia avançada de estabilidade e frenagem, o que melhora significativamente a segurança nas estradas. Com menos caminhões na estrada transportando o mesmo volume de carga, o resultado é menos congestionamento e menos acidentes nas principais rotas.

Transporte mais seguro e inteligente

Diferente das configurações convencionais de caminhão e reboque, os bitrens são unidades articuladas com mais eixos e melhor distribuição de peso, reduzindo os riscos de tombamento e melhorando a dirigibilidade. Recursos como os sistemas de freios ABS e EBS em todos os eixos ajudam a reduzir distâncias de frenagem, enquanto o treinamento específico dos motoristas e a definição de rotas dedicadas aumentam ainda mais a segurança.

Longe de representar um risco, um bitrem bem-operado é uma ferramenta moderna que eleva o padrão do transporte pesado na Argentina.

Impulsionando a transformação logística

“Esse projeto prova que a colaboração é fundamental: quando uma empresa de classe mundial como a Toyota e um parceiro logístico focado no cliente como a Yusen Logistics trabalham por um objetivo comum, o impacto é real”, afirmou Carlos Marazzi, diretor da Yusen Logistics Argentina S.A. “O lançamento do primeiro bitrem a partir do Porto de Buenos Aires é um marco importante para a logística no país, e continuaremos impulsionando soluções inovadoras que combinem eficiência operacional com responsabilidade ambiental”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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