Wilson Sons inaugura nova filial da Agência Marítima em Recife

20/06/2022

Em um movimento para ampliar a sua atuação no segmento de agenciamento marítimo, a Wilson Sons inaugurou, em maio, uma nova filial, em Recife. Proprietária da maior Agência Marítima independente do Brasil, a companhia opera outras 18 filiais nos principais portos brasileiros, além de manter representantes exclusivos na Europa e um escritório próprio na China. Até abril deste ano, a Wilson Sons atuava na capital pernambucana em parceria com um representante local. Após análise do mercado regional e diante da crescente demanda de clientes, a companhia optou pela expansão de suas atividades no setor de agenciamento marítimo.
 

No último mês, a nova filial da Região Nordeste agenciou três navios, que operaram diesel e produtos siderúrgicos no porto de Suape, e barrilha, em Recife. Além desses, mais dois navios foram agenciados em atendimento husbandry, isto é: prestando serviços direcionados aos interesses do armador, como troca de tripulantes e fornecimento de peças e rancho a bordo.
 

“Os cinco atendimentos, neste primeiro mês de atuação, são um verdadeiro marco e comprovam o potencial de Pernambuco, que tem se mostrado um estado muito promissor. Enxergamos Recife e Suape como estratégicos para os negócios da Wilson Sons e esperamos contribuir para o desenvolvimento da região, atendendo os clientes com o padrão de qualidade da maior agência do Brasil”, afirma Ludwig Silva, coordenador de operações de agenciamento na filial.
 

Entre os serviços de agenciamento marítimo oferecidos pela Wilson Sons, estão representação comercial para armadores, documentação de embarque, gestão logística de equipamentos, agendamento de embarcações com escalas regulares (liner) e não regulares (tramp), preparação de documentação para transporte marítimo e controle de demurrage (tempo de devolução de contêineres).

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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