Wilson Sons atinge recorde de exportação de arroz via Tecon Rio Grande

15/12/2020

A Wilson Sons registrou, de janeiro a novembro, volume recorde de exportação de arroz via Tecon Rio Grande nos seus mais de 23 anos de operação. Foram 10 mil contêineres exportados do grão. É a primeira vez que esta marca é atingida em um único ano no Tecon Rio Grande. Os principais destinos são países dos continentes americano e africano, especialmente Peru, Estados Unidos, México, Venezuela, Guatemala, Cabo Verde, África do Sul e Angola. Os embarques de arroz pelo terminal de Rio Grande já superaram 252 mil toneladas neste ano.

O Peru segue como principal destino do arroz embarcado no Tecon Rio Grande, com incremento de 12% em volume na comparação com 11 meses de 2019. Segundo o diretor-presidente do terminal, Paulo Bertinetti, uma combinação de fatores vem contribuindo para os bons resultados, como a boa produtividade na colheita da safra 2019/2020 – superando as expectativas de produção –, a conquista de novos mercados e a mudança no perfil de consumo provocada pela pandemia. “Essa mudança vem favorecendo os alimentos básicos e a forte desvalorização do Real, tornando o preço do cereal brasileiro mais competitivo no exterior e aumentando a rentabilidade para o exportador”, explica Bertinetti.

As perspectivas, ao que tudo indica, devem permanecer animadoras a quem exporta arroz para o resto do mundo. De acordo com estimativas prévias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é esperada uma produção em torno de 2,4% a 2,7% menor do cereal na safra 2020/2021. Porém, diante do cenário de provável manutenção da taxa de câmbio em patamares elevados no próximo ano, a exportação segue com um atrativo a mais.

“Em 2020, o arroz alcançou dois mercados importantes, o México e a África do Sul. Seguindo a estratégia do mapa de diversificação de mercados e de consolidação do Brasil como fornecedor global de alimentos, continua possível a abertura de novos negócios não só para o arroz, mas para outros produtos do agronegócio”, considera o diretor-presidente do Tecon Rio Grande.

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