Volvo FH 540 fecha 2024 como o caminhão mais vendido do Brasil, pela sexta vez consecutiva

Com 7.765 emplacamentos, modelo segue firme na preferência dos transportadores em todos os segmentos, dos leves aos pesados. Entre os pesados, o segundo veículo mais vendido do País também é um Volvo FH, do modelo 460, que teve 4.956 unidades licenciadas em 2024. Os números foram divulgados ontem pela Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias de todas as marcas.

O Volvo FH lidera o mercado de caminhões no Brasil desde 2019. “Nosso modelo se destaca pela avançada tecnologia, que resulta em mais segurança, economia e produtividade aos transportadores dos mais diversos segmentos”, afirma Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões. “É um veículo extremamente robusto, com alta disponibilidade para as mais variadas operações de transporte. Além disso, tem elevado valor de revenda, garantindo aos transportadores retorno financeiro em todo o ciclo de operação do veículo na frota”, assegura o diretor.

Inteligência Artificial

Com mais de 200 mil unidades entregues desde seu lançamento no Brasil, o Volvo FH é um ícone da tecnologia no transporte, por conta das novidades disruptivas que sempre trouxe. A linha 2025, por exemplo, aprimorou recursos de Inteligência Artificial. O I-See, tecnologia capaz de prever as subidas e descidas da estrada, agora reconhece antecipadamente também curvas e rotatórias, antecipando as marchas de forma automática para otimizar o desempenho e a segurança durante a viagem.

Outra inovação é o Leitor de Placas de Trânsito, tecnologia que usa IA para detectar a sinalização ao longo da via, mostrando, por exemplo, os limites de velocidade, de altura e obras na pista nos diferentes pontos do trajeto. As informações são exibidas no painel de instrumentos, dando mais segurança para o motorista ao alertar sobre situações de risco que poderiam passar desapercebidas.

Retrovisores por Câmeras

Em linha com a visão Zero Acidentes, ideal de futuro da marca com seus veículos, a Volvo introduziu no FH 2025 a opção de Retrovisores por Câmeras, com importante ganho de visibilidade. Associadas a monitores de alta resolução dentro da cabine, as câmeras têm lentes modernas e sofisticadas para oferecer uma visão ampla e nítida, alcançando uma área muito maior em torno do caminhão do que os espelhos tradicionais. Outra vantagem é uma excepcional visibilidade noturna, com uso de luz infravermelha. As imagens ficam nítidas e cristalinas mesmo em condições de escuridão total, chuva ou neblina.

A refinada movimentação das câmeras traz uma enorme vantagem, pois elas se ajustam automaticamente para seguir o final do reboque, permitindo que o condutor tenha excelente visão tanto do seu lado como do lado do passageiro. Esse benefício é ainda maior para a segurança durante manobras, uma vez que a parte traseira da composição agora pode ser visualizada de uma forma como nenhum espelho ótico possibilitava antes.

Além dos ganhos em segurança, os Retrovisores por Câmeras diminuem sensivelmente o arrasto aerodinâmico e proporcionam notável redução de consumo de combustível e menos ruído ao cortarem o ar, pois são muito menores do que os espelhos óticos tradicionais.

Do agro à indústria

O FH540, na versão 6×4, é disparado o modelo mais procurado pelo agronegócio brasileiro, principalmente para o transporte de grãos, em operações de longa distância, ligando o campo aos terminais portuários e às indústrias. Já o FH460, na versão 6×2, tem larga aplicação nos segmentos de cargas industrializadas, operações logísticas, cargas fracionadas, transporte de veículos, entre outros.

“É um caminhão com versões que se encaixam em todas as operações de transporte pesado, sempre com avanços em produtividade, economia de combustível, segurança e conforto para o motorista. Não é à toa que há anos o Volvo FH é a primeira escolha do transportador brasileiro”, celebra Cavalcanti.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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