Volkswagen Caminhões e Ônibus apresenta veículos sob medida para o agronegócio

20/08/2019

A Volkswagen Caminhões e Ônibus vai estar na 27ª edição da Fenasucro & Agrocana, evento que reúne toda a cadeia de produção do setor de agronegócio em Sertãozinho (SP), entre os dias 20 e 23 de agosto, para apresentar alguns de seus maiores sucessos para a aplicação.

Modelo que chegou no mercado brasileiro este ano, o Constellation 15.190 4×4 é um sucesso. Com força para rodar em qualquer terreno e capacidade de vencer subidas extremas, ultrapassa qualquer barreira no fora de estrada, tem peso bruto total combinado de 27 toneladas e entrega 186 cavalos de potência com motor MAN D08 de quatro cilindros e reduzido peso, ideal para esse tipo de aplicação. Além disso, não requer utilização de Arla 32, o que simplifica sua logística em locais sem infraestrutura de abastecimento e diminui os custos operacionais.

Marcando presença na feira, o Constellation 31.280 6×4 com câmbio automático está nos canaviais Brasil afora. Conta com transmissão Allison, que confere maior disponibilidade e elimina uso da embreagem. Combinada à caixa de direção hidráulica Knorr-Bremse com assistência eletrônica de última geração e sistema de auxílio de partida em rampa, aumenta a segurança na operação. Graças à tração 6×4, o veículo traz alta capacidade de carga e ainda mais estabilidade.

Também da família Constellation, o 32.360 V-Tronic é uma das apostas da VWCO. Equipado com transmissão automatizada e eixo traseiro com redução nos cubos, oferece robustez e produtividade às severas operações deste segmento. Vem ainda com bloqueio longitudinal e transversal para o trânsito em terrenos difíceis além de auxiliar no caso de atolamentos. Este modelo atende às operações mais pesadas do campo: produção, transbordo e apoio.

O extrapesado em destaque é o MAN TGX 29.480 6×4. O motor MAN D26 de seis cilindros e 12,4 litros garante um torque de 2.400 Nm em uma ampla faixa de rotações, o que proporciona maior capacidade de sustentação da velocidade em rampa e menor necessidade de troca de marchas. O caminhão tem ainda uma das maiores capacidades de tração do mercado e está equipado com freios de serviço a tambor nos eixos dianteiros e traseiros, seguindo a preferência do mercado. Por isso, atende todos os segmentos rodoviários de carga que precisam de um veículo traçado.

“Temos veículos sob medida para todas as operações do agronegócio. Nosso objetivo é estar sempre junto e apoiando com caminhões e ônibus que conferem alta produtividade e confiabilidade, além de baixo custo operacional e forte atendimento no pós-vendas”, afirma Ricardo Yada, supervisor de Marketing do Produto da VWCO.

Para o transporte das equipes envolvidas na operação, a montadora vai levar sua linha Volksbus, representada pelo micro-ônibus 8.160, que reúne características de robustez, durabilidade, segurança e acessibilidade. Com 7,6 metros de comprimento, o modelo tem capacidade para até 25 lugares. É equipado com o motor Cummins ISF de 3,8 litros e 162 cv, com tecnologia Euro 5 e quatro cilindros. Este Volksbus se destaca com um raio de giro menor que 8 metros, o que proporciona ângulos de entrada e saída diferenciados para a operação na região do campo.

Localizada em um dos principais e mais produtivos polos do setor sucroenergético no mundo, a Fenasucro & Agrocana reúne toda a cadeia de produção do setor em um mesmo local, contemplando desde o preparo do solo, plantio, transporte até a industrialização do produto final e sua distribuição.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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