A VLI anunciou investimentos de cerca de R$ 80 milhões para a recapacitação do Terminal Portuário São Luís (TPSL), no Maranhão. As obras têm como objetivo ampliar a eficiência operacional do terminal, especialmente na movimentação interna de grãos entre ferrovia e porto, além de aumentar a capacidade de expedição marítima. O projeto reforça a infraestrutura logística voltada ao atendimento de clientes da região do Matopiba, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Norte da Bahia.
Segundo a companhia, os investimentos incluem a ampliação da pera ferroviária e o repotenciamento da linha de embarque, medidas que devem impactar diretamente o desempenho operacional do terminal. A previsão é de que as obras sejam concluídas no primeiro trimestre de 2027.
Com a finalização das intervenções, a capacidade de expedição marítima do terminal deverá passar de 3.000 toneladas por hora para até 3.700 toneladas por hora, representando aumento de cerca de 23%. Além disso, os fluxos internos de grãos também serão adequados, elevando a capacidade de escoamento de 1.500 toneladas por hora para até 2.000 toneladas por hora, crescimento aproximado de 33%.
Somente em 2025, o Terminal Portuário São Luís movimentou quase 5,8 milhões de toneladas por meio do Berço 105, resultado que representou crescimento de 4,1% em comparação com 2024.

“Esses investimentos atendem ao compromisso da VLI de aumentar a capacidade de movimentação de carga no Porto do Itaqui e reforçam nossa missão de apoiar o crescimento do agronegócio brasileiro. Aumentando a eficiência logística, contribuímos para uma maior competitividade dos nossos clientes e do Brasil no mercado internacional”, afirma Alessandro Gama, diretor de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI.
O TPSL integra o Corredor Norte da VLI, estrutura logística voltada ao escoamento de cargas como grãos, farelos, combustíveis, celulose e ferro-gusa. No último ano, o corredor movimentou cerca de 15 bilhões de TKU, indicador que considera o volume transportado e a distância percorrida. O resultado representou incremento de 4,1% em relação a 2025.
Além da malha ferroviária e da operação portuária, o Corredor Norte conta com três terminais integradores estrategicamente posicionados: Porto Franco, no Maranhão, e Porto Nacional e Palmeirante, ambos no Tocantins.
Renovação de contrato
Paralelamente aos investimentos no Maranhão, a VLI também renovou o contrato de longo prazo com a bp e sua unidade bp bioenergy para operação multimodal de açúcar. O novo acordo foi assinado durante a Intermodal South America 2026, em São Paulo, e prevê ampliação do volume de açúcar VHP movimentado pela companhia.
Atualmente, a VLI responde por 20% da exportação de açúcar da Baixada Santista por meio do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Nas últimas cinco safras, cerca de 6,4 milhões de toneladas de açúcar da bp bioenergy foram transportadas pela VLI a partir de nove usinas localizadas em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além de cargas de outras usinas parceiras.
O contrato renovado prevê a continuidade e ampliação das operações porta a porta realizadas pela companhia. A etapa rodoviária é executada por meio da plataforma digital Trato, responsável pelo transporte das usinas até os terminais da VLI em Uberaba (MG) e Guará (SP). Posteriormente, o açúcar segue pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) até a Baixada Santista.
“O atendimento do Trato à bp bioenergy inclui, em algumas unidades, carregamentos 100% direto da produção, o que exige um controle rigoroso da logística e carregamento cadenciado. A bp bioenergy foi o primeiro cliente do Trato com contrato de longo prazo, contrato este que também foi recentemente renovado para mais um período”, informa Carolina Hernandez Tascon, diretora-executiva Comercial, de Projetos e Planejamento Estratégico da VLI.
Segundo a VLI, a plataforma Trato já gerenciou mais de 2 milhões de viagens rodoviárias nos últimos quatro anos. Além do transporte, o sistema integra a movimentação de caminhões e cargas nos terminais rodoferroviários e portuários da empresa, buscando ampliar a visibilidade operacional e reduzir tempos de espera para carga e descarga.







