VLI inaugura primeiro centro de preparação para operadores, em Imperatriz

03/12/2021

A VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – inaugurou o seu primeiro centro de preparação para novos operadores e capacitação de profissionais, em Imperatriz (MA). A unidade, também chamada de dojo, é focada em fortalecer as habilidades técnicas e promover ainda mais segurança nas rotinas de trabalho, além de contribuir para a entrega de componentes e na manutenção de rodeiros, que integram toda a parte de rodas, rolamentos e eixos que permitem a movimentação do vagão sobre os trilhos.

A unidade é estratégica para a operação da VLI na Ferrovia Norte-Sul. Por meio do tramo norte da ferrovia, a companhia oferece agilidade ao escoamento de grãos, aumentando a competitividade brasileira nas exportações. As cargas saem do interior do país, passam pelos terminais de Porto Nacional e Palmeirante, em Tocantins, e seguem até o Porto do Itaqui, em São Luís (MA).

VLI Imperatriz Divulgação 02

Os treinamentos ministrados no novo dojo são direcionados aos colaboradores das regiões adjacentes a Imperatriz e sua dialética é conceituada no Sistema Toyota de Produção (TPS), cujo objetivo é proporcionar aumento de produtividade e eficiência, evitando desperdícios de recursos e tempo. Além disso, o liceu adota a metodologia Training Within Industry (TWI) – Treinamento Dentro da Indústria ou Treinamento no Local de Trabalho – que consiste em introduzir, na teoria, e depois na prática, o trabalho de manutenção de rodeiros.

O supervisor de Vagões e Componentes da VLI, Bruno Rafael, destaca a importância do espaço e as expectativas a partir de sua utilização. “Este é primeiro centro de capacitação seguindo o modelo de TPS na região e seu escopo é aperfeiçoar os atributos técnicos dos profissionais. O projeto também contribui para melhorar os rodeiros de vagões da companhia, além de expandir os conhecimentos técnicos dos colaboradores, com foco na realização de atividades cada vez mais seguras”, explicou.

Desta forma, o dojo vai atender toda a companhia em Imperatriz e garantir que os colaboradores que atuem na área sejam qualificados para realizar as atividades com excelência, assegurando assim um aumento na eficiência e na confiabilidade, minimizando desperdícios e evitando perdas operacionais.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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