VLI destaca avanços em programa de fomento ao agro e reforça conexões na Agrotins

16/05/2024

A Agrotins 2024, maior feira agrotécnica do norte do país, acontece ao longo dessa semana trazendo como tema a bioeconomia – com o objetivo de fomentar e fortalecer as cadeias produtivas que utilizam recursos naturais de forma sustentável. Alinhada com esse propósito, a VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, destaca os avanços do LabCerrado, rede de parcerias para o desenvolvimento sustentável agroterritorial promovida junto à Embrapa.

Na última semana, equipes do LabCerrado realizaram a colheita de soja em quatro unidades experimentais situadas nas regiões de Palmeirante e Porto Nacional. Os resultados ainda passarão por análises estatísticas e validações. A expectativa é positiva e poderá direcionar tecnologias capazes de adaptar o cultivo diante de mudanças climáticas. “Este ano vivenciamos os impactos do El Niño no campo de forma significativa no início do ano. A intensidade desse fenômeno pode impactar mais ou menos o desenvolvimento dos grãos. Isso criou uma janela de oportunidade para verificarmos, no campo, as práticas desenvolvidas pela Embrapa com foco em aumentar a resiliência da safra diante das mudanças climáticas”, aponta Edson Zacarias, gerente de projetos agrícolas da VLI.

Iniciativas baseadas em tecnologias sustentáveis e regenerativas fazem parte dos testes, tais como o uso de biológicos, remineralizadores de solo, fertilizantes naturais, plantio direto na palha, adubação e correção de solos otimizadas, manejo de pragas e doenças e a ampliação da adoção de sistemas integrados de produção baseados em lavoura, pecuária e floresta.

Em seu terceiro ano, o LabCerrado, por meio de alianças sinérgicas soma um aporte de R$ 94 milhões (2022 a 2026) em pesquisas e uma rede de parceiros (Vale, Codevasf, Sudeco, Finep, PNDU e BDMG). No Tocantins são seis Unidades Experimentais para Agroinovação, onde são desenvolvidos diversos experimentos. No estado a iniciativa conta com os produtores parceiros: Grupo Wink, Fazendas Bartira, Grupo Ogawa e Grupo Fronza. A iniciativa também é desenvolvida em Goiás, Minas Gerais e Brasília.

“O LabCerrado significa romper as fronteiras convencionais do nosso negócio, e fomentar, ao lado da Embrapa, uma pesquisa capaz de alcançar uma série de territórios e atores do setor agropecuário, fazendo desta iniciativa um verdadeiro vetor de desenvolvimento econômico, social e ambiental para o Tocantins e demais estados envolvidos”, afirma Edson Zacarias, gerente de projetos agrícolas da VLI.

Conectado com o tema da Agrotins, o estande da VLI na feira será palco de um debate sobre LabCerrado e mudanças climáticas. A agenda acontecerá no dia 15, às 15h, e contará com representantes da Emap e produtores rurais.

Conexões com o território

Além do destaque para o Labcerrado, durante a feira a VLI reforçará as conexões que envolvem dois outros temas importantes para a atuação da empresa no estado: mão de obra e fornecedores locais. “A Agrotins é uma oportunidade fantástica de mostrarmos nosso negócio, nos aproximarmos de pessoas que podem, no futuro, fazer parte do nosso time. E ainda nos conectar com potenciais fornecedores de maneira a reforçar nosso compromisso de fomento à economia tocantinense”, observa Ederson Almeida, diretor de Operações do Corredor Norte.

O Corredor Norte da VLI, do qual o Tocantins faz parte, atende clientes dos segmentos do agronegócio, mineração, celulose e combustíveis. O sistema atende importantes áreas produtoras do Brasil, em especial o Matopiba e os Estados de Mato Grosso, Pará e Goiás. Sua estrutura inclui o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul e três terminais integradores estrategicamente posicionados nas cidades de Palmeirante e Porto Nacional, no Tocantins, e Porto Franco, no Maranhão. Os terminais realizam o transbordo das cargas dos caminhões para as ferrovias, além de oferecer capacidade de armazenagem aos produtores.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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