viarobot: viastore lança solução autônoma de armazenagem e coleta de caixas

24/03/2017

A especialista em intralogística viastore systems traz para o Brasil e apresenta o viarobot, um robô autônomo de armazenagem e de coleta de caixas: solução que pode automatizar o armazém manual de forma rápida, fácil e flexível. Não há necessidade de qualquer infraestrutura adicional, como trilhos ou racks especiais (os industriais já existentes podem ser facilmente reutilizados).

O sistema armazena, coleta e manuseia os recipientes e caixas de forma autônoma e os transporta para as estações de separação. Por meio do seu software de controle, o viarobot é rápido de ser operado e facilmente expansível: se o armazém ficar maior ou se sazonalmente tiver que cobrir uma maior demanda, o viarobot se adapta, adicionando novos robôs e mais racks.

“Tudo isso sem se preocupar com as estruturas de paredes e pisos do armazém, pois o viarobot se encarregará de se adequar ao edifício existente. Esta flexibilidade também estará presente quando houver mudança para um novo armazém: ele pode ser colocado em operação no novo armazém utilizando-se da tecnologia Plug & Play. Em comparação com armazéns operados manualmente, os principais benefícios são: a capacidade de espaço de armazenamento aumenta em até 40%, a performance é melhorada em até 20%, e obtem uma eficiência e controle maior de todo o processo”, disse o CEO da viastore systems Brasil, Paulo Franceschini.

O viarobot combina a alta flexibilidade de um armazém manual com as vantagens de um sistema automatizado. O alto grau de aproveitamento de espaço, a segurança do processo e a baixa taxa de erro, juntamente com a capacidade do viarobot operar sem interrupção 24 horas por dia, 365 dias por ano, formam a base para o crescimento futuro.

As empresas industriais podem se beneficiar da rápida e simples instalação do viarobot, para por exemplo rapidamente resolver problemas de capacidade e espaço em sua planta. “Outras empresas, como de varejo, e-commerce e start-up podem se beneficiar da enorme flexibilidade do viarobot”, destaca o CEO.

Os robôs operam com uma velocidade de 2 metros por segundo e com altura de até quatro metros. Se a capacidade da bateria de íons de lítio estiver quase no final o viarobot se movimenta de forma independente para a sua estação de carregamento, garantindo assim a utilização quase ininterrupta do sistema. Além disso, o viarobot pode funcionar no escuro. Isso reduz os custos de energia – especialmente em operação com vários turnos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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