Via Varejo inaugura cinco novas lojas Compactas em Minas Gerais até o final do ano

21/05/2019

Em meio a um processo nacional de implantação de novas lojas em formatos otimizados, a Via Varejo, empresa que administra as marcas Casas Bahia e Pontofrio, prepara o lançamento de cinco novas lojas em Minas Gerais nos próximos meses. A primeira inauguração acontece na cidade de Ouro Fino, dia 21 de maio.

As lojas serão no formato Compacto, com metragem entre 50 m² e 150 m², pensadas especialmente para instalação em cidades com cerca de até 70 mil habitantes, e todas da marca Casas Bahia. O diferencial das lojas Compactas em relação às convencionais é a possibilidade de ter, em um espaço reduzido, a mesma qualidade de serviços e disponibilidade de mercadorias, uma vez que há integração direta com o sistema de compras online da rede.

Essas unidades, que serão “de rua”, vão expor fisicamente os produtos mais vendidos nas categorias eletroportáteis, linha branca, celulares, TVs e notebooks, mas os consumidores ainda poderão comprar todos os itens comercializados pelo e-commerce da marca, com direito a todos os serviços já tradicionais da Casas Bahia: carnês, cartões próprios, garantia estendida, multi assistência e seguros. Serão também unidades aptas para o Retira Rápido, que permite que uma compra realizada pela internet seja retirada na própria loja ou demais pontos credenciados, agilizando ainda mais o acesso do consumidor ao produto adquirido.

As cinco novas lojas mineiras serão inauguradas em cidades que ainda não contam com a presença física da marca, o que faz parte do plano de capilarização da Via Varejo para a rede, possibilitado pela implantação dos novos formatos de loja física, que além das Compactas abrangem os modelos Smart, Quiosque e Digital.

Novos formatos de lojas

Smart: novo padrão de lojas da Casas Bahia e Pontofrio, o formato Smart possui, em média, tamanho entre 350 e 800 m². É um modelo inovador que privilegia a integração do ambiente físico e online, e um modelo de atendimento que cria uma melhor experiência para os clientes. Em operação desde novembro 2017, este modelo deve chegar a marca de 78 lojas até o fim de 2018.

Quiosques: em operação desde abril deste ano, os quiosques possuem tamanho entre 9m² e 25 m² e visam criar mais pontos de interação com o cliente que transita pelos empreendimentos comerciais e varejos. Outra possibilidade é saturar presença em lugares com potencial de mercado e que já contam com lojas Casas Bahia ou Pontofrio. Uma das vantagens para os clientes é a agilidade da compra.

Digital: inaugurado em janeiro de 2018, no Shopping Vila Olímpia em São Paulo (SP), esta é a loja mais moderna do varejo de eletroeletrônicos do Brasil. Nela o cliente encontra total integração omnicanal. Entre os aspectos, destacam-se: Realidade Virtual, Vitrine Digital em Tamanho Real, Prateleira Digital de Eletroportáteis, Totens Digitais, Câmeras com Sensores de Nível de Satisfação. Este também é formato laboratório da Via Varejo, no qual as melhores experiências serão replicadas para outras unidades, como o que acontecerá com o formato Compacto.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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