Via Brasil BR-163 e ANTT vão inaugurar o maior Ponto de Parada e Descanso para caminhoneiros do Brasil

A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pelo trecho da BR-163/230 entre Sinop, MT, e Miritituba, PA, e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) inauguram, nesta segunda-feira, 9 de dezembro, o maior Ponto de Parada e Descanso (PPD) para caminhoneiros do Brasil. O evento está programado para começar as 14 horas e será realizado na própria estrutura que está localizada no km 59 da BR-163, território do município de Novo Progresso, PA, contando com presença de autoridades regionais e federais.

Com 40.000 m2 e capacidade para mais de 200 carretas do tipo bitrem, o PPD conta com vestiários masculinos e femininos equipados com banheiro e chuveiro, sala de descanso com televisão, internet wi-fi, lavanderia e refeitório. O espaço vai trazer mais conforto para os motoristas que trafegam diariamente no trecho.

“Esse é mais um investimento a favor do caminhoneiro. Prezamos por uma prestação de serviço de qualidade e acolhedora para o nosso cliente. Será um espaço de uso livre do caminhoneiro, aberto 24h, local confortável para o descanso”, comenta Ricardo Barra, diretor-presidente da empresa.

“A permanência máxima por veículo será de 12 horas contínuas no local, a cada período de 24h. Essas estruturas são fundamentais e contribuem para a melhoria das condições de trabalho da categoria, conforme legislações que disciplinam a jornada de trabalho e o tempo de direção dos motoristas profissionais”, destaca Rafael Vitalle, diretor-geral da ANTT. A região beneficiada pelo PPD é uma das principais rotas de caminhoneiros transportando a produção agrícola do Mato Grosso em direção às Estações de Transbordo de Carga (ETCs) de Miritituba, no Pará. Desde 2022, início da prestação de serviço, a empresa vem investindo no segmento, como melhorias no pavimento, renovação de sinalização, limpeza e manutenção de drenagens, instalação de elementos de segurança e conservação da pista.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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