O Programa Despoluir, iniciativa do Sistema Transporte, ultrapassou a marca de 5,3 milhões de avaliações ambientais realizadas em veículos movidos a diesel em todo o país. O resultado coincide com os 19 anos de atuação do programa, criado em 18 de julho de 2007, e consolida uma das maiores bases de dados sobre a frota de transporte brasileira. Além do monitoramento das emissões, a iniciativa reúne informações que apoiam transportadores, empresas e gestores públicos na adoção de medidas voltadas à descarbonização e ao aumento da eficiência operacional.
Pioneiro no monitoramento ambiental de veículos pesados, o Despoluir foi criado para contribuir com a redução das emissões atmosféricas do transporte rodoviário. Ao longo de quase duas décadas, ampliou sua atuação e passou a oferecer serviços técnicos gratuitos às empresas transportadoras, orientando ações para melhorar o desempenho das frotas, reduzir o consumo de combustível e disseminar boas práticas ambientais em todo o Brasil.
Atualmente, o programa está presente em todos os estados brasileiros por meio de uma rede formada por 24 federações do transporte e 115 unidades de atendimento. Essas equipes realizam avaliações diretamente nos pátios das transportadoras, terminais de cargas e rodovias, facilitando o acesso aos serviços técnicos.
Somente em 2025, foram realizadas 434,2 mil avaliações ambientais em mais de 232 mil veículos, beneficiando 12.208 transportadores, entre empresas e caminhoneiros autônomos. Desde sua criação, o programa já atendeu mais de 27 mil empresas e 28 mil transportadores autônomos.

Avaliações ambientais ajudam a reduzir emissões e melhorar a eficiência das frotas
Entre os serviços oferecidos gratuitamente está a Avaliação Veicular Ambiental (AVA), que mede a emissão de poluentes dos veículos movidos a diesel por meio de equipamentos específicos. A análise permite identificar irregularidades no processo de combustão e orientar ajustes que contribuem para reduzir a poluição atmosférica, melhorar a eficiência energética e diminuir o consumo de combustível.
Outro serviço disponível é a Avaliação da Qualidade do Diesel (AQD), responsável por verificar se o combustível utilizado atende aos padrões estabelecidos pela legislação. A análise identifica possíveis contaminações, ajuda a prevenir falhas mecânicas e contribui para reduzir emissões excessivas.
Desde a implantação desse serviço, o programa analisou 3.705 amostras de diesel, sendo que 86% delas correspondem ao diesel S-10, combustível com menor teor de enxofre e menor impacto ambiental.
Além do monitoramento das emissões, os diagnósticos produzidos pelos técnicos do Despoluir servem de base para orientar ações corretivas e incentivar a manutenção preventiva das frotas. Como consequência, as empresas podem aumentar a eficiência operacional, reduzir gastos com combustível e melhorar o desempenho ambiental de suas operações.
Essas ações também contribuem para fortalecer a governança ambiental do setor de transporte, incentivar o uso de combustíveis menos poluentes e colaborar para a melhoria da qualidade do ar em centros urbanos e rodovias.
Inteligência de dados amplia o alcance do Programa Despoluir
Após quase duas décadas de atuação, o Despoluir iniciou uma nova etapa voltada ao uso estratégico das informações coletadas ao longo de sua história. A iniciativa prevê a integração de sistemas, digitalização de processos, automação de análises e ampliação do uso de ferramentas de Business Intelligence (BI) para transformar o grande volume de dados em inteligência para o setor.
Segundo a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, a principal evolução do programa está justamente na capacidade de utilizar essas informações para apoiar decisões técnicas e estratégicas.
“Ao longo de 19 anos, o Despoluir construiu uma base técnica única sobre a operação da frota pesada brasileira. Hoje, essas informações vão além do monitoramento ambiental. Elas apoiam estudos da CNT, ampliam o conhecimento sobre o comportamento dos veículos em circulação e ajudam empresas e gestores a tomar decisões mais eficientes.”
De acordo com Nicole, a modernização tecnológica também fortalece a competitividade e a sustentabilidade do transporte. “Queremos transformar milhões de dados produzidos ao longo desses anos em conhecimento que contribua para uma gestão mais eficiente das frotas, para a formulação de políticas públicas e para o avanço da agenda de sustentabilidade do transporte.”
Entre as iniciativas previstas para essa nova fase estão a integração das bases de dados, a ampliação do uso de ferramentas de BI, a automação de processos e o desenvolvimento de novas soluções digitais para ampliar o aproveitamento das informações geradas pelas avaliações ambientais.









