Vendas de materiais de construção no varejo crescem 4% em agosto

05/09/2017

As vendas do varejo de materiais de construção cresceram 4% em agosto na comparação com o mesmo período de 2016. Na comparação com julho de 2017, o índice se manteve estável no mês, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 4, pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Com esse resultado, o volume de vendas no acumulado do ano apresenta alta de 3% se comparado ao mesmo período do ano passado, indicando uma inflexão. Nos últimos 12 meses até agosto, o setor teve retração de 2%.

“Temos notado um aumento contínuo de vendas de materiais básicos, o que indica que o País ainda passa por uma retomada de obras e reformas”, avalia o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. “As pessoas seguraram os gastos no setor o quanto puderam, mas chega uma hora que é preciso retomar a obra parada ou iniciar aquela reforma que elas já vinham planejando há algum tempo. O momento é de retomada da confiança do consumidor e isso faz com que o nosso setor volte a se movimentar”, completa.

De acordo com a Anamaco, o segundo semestre, tradicionalmente, corresponde a 65% do volume de vendas no ano e a previsão é que até o final de 2017 o setor apresente crescimento de 5% sobre 2016.

Conz lembra que, em agosto, a Caixa Econômica Federal anunciou redução das taxas de juros da linha de financiamento para aquisição de materiais, o Construcard, além da disponibilização de novos limites pré-aprovados para os clientes. Para o presidente da associação, isso deve influenciar muito as vendas no setor, pois a linha se torna mais competitiva e faz com que outros bancos também melhorem suas taxas de juros, ampliando o acesso ao crédito para o consumidor final, com melhores condições de pagamento.

A pesquisa da Anamaco mostra ainda que cerca de um terço dos lojistas entrevistados em agosto pretendem fazer novos investimentos nos próximos meses, e 12% têm a intenção de contatar novos funcionários já no mês de setembro. A pesquisa da Anamaco também indicou que 33% dos lojistas acreditam que terão um aumento no volume de vendas de até 10% no mês de setembro. Ao todo, 530 lojistas de todas as regiões do País participaram do levantamento.
Fonte: Estadão Conteúdo

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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