Varejo enfrenta desafios para vencer os prazos e entregar os produtos

02/07/2018

A importância da logística como diferencial competitivo do varejo foi o tema apresentado pelo presidente do Sindilojas Porto Alegre e vice-presidente da Fecomércio-RS. Paulo Kruse ressaltou que o varejo e logística vivem um momento muito difícil, no qual as coisas acontecem muito rapidamente obrigando as empresas a sobreviverem na velocidade que o mercado impõe as mudanças.

-O varejista precisa atender absolutamente a todas as expectativas do cliente e o fato de uma entrega ser feita rapidamente é indispensável. Porém, isso é muito dificultado hoje com burocracia, trânsito desorganizado e estradas mal conservadas – afirmou.

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, a logística está presente de forma relevante no comércio em etapas como gestão de estoque, rotinas de armazenagem, segurança dos produtos e transporte de cargas. Para o varejo, o investimento em tecnologias que otimizam as operações é fundamental, uma vez que a entrega do produto no tempo certo e em perfeitas condições é parte indispensável para a boa imagem da empresa na relação com os clientes.

– Investir em táticas otimizadas para a logística é uma iniciativa fundamental para reduzir erros e diminuir custos. Uma logística bem feita é capaz de motivar a decisão de compra e cumpre um papel estratégico na fidelização do cliente – completou.

Entre os benefícios lembrados da boa gestão de logística estão maior controle de estoque, sistema de armazenagem, maior veracidade nos estoques, redução de espaço físico da loja, redução de custos operacionais e maior conhecimento das operações. A atividade teve mediação do presidente da Associação Gaúcha de Supermercado (AGAS), Antônio Cesa Longo.

A 20ª TranspoSul – Feira e Congresso de Transportes e Logística ocorre entre 27 e 29 de junho no pavilhão E do Fundaparque, em Bento Gonçalves. Outras informações podem ser obtidas no site transposul.com.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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