Vamos cresce no agronegócio

03/04/2023

A Vamos colhe os frutos da sua estratégia de crescimento no agronegócio. O potencial de desenvolvimento desse setor despertou a atenção da companhia, líder brasileira na locação de caminhões, máquinas e equipamentos agrícolas e que também está expandindo suas concessionárias de veículos pesados. Atualmente, o agronegócio representa 30% do faturamento líquido da Vamos, que atingiu a cifra recorde de R$ 4,9 bilhões em 2022, um crescimento de 74% em relação ao ano anterior.  

A dedicação da Vamos em atender as necessidades e expectativas do agronegócio brasileiro faz parte do seu planejamento estratégico, que identificou na região Centro-Oeste um grande potencial de expansão dos negócios. Nos últimos três anos, a empresa investiu R$ 2,3 bilhões para ampliar sua presença no setor. Somente em 2022, a Vamos colocou no agronegócio mais de dois mil conjuntos de rodo caçamba ou rodo caminhoneiro, veículos responsáveis por escoar a safra de grãos do Centro-Oeste.  

O agronegócio brasileiro vive um momento de crescimento intenso e contínuo, que se reflete no aumento da demanda por caminhões e máquinas agrícolas. Nesse cenário, há um horizonte de oportunidades para a Vamos, que tem expandido sua atuação no setor. Hoje, temos mais de quatro mil ativos locados para o agronegócio na região Centro-Oeste, onde atuamos em uma área agrícola equivalente a 14 milhões de hectares, que pode chegar a 30 milhões de hectares com a expansão da produção de soja nos próximos cinco anos”, explica Gustavo Couto, CEO da Vamos.  

Nos últimos vinte anos, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio saltou de US$ 122 bilhões para US$ 500 bilhões, equiparando-se ao PIB total da Argentina. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o PIB agrícola deve crescer 8% em 2023 – caso a projeção se confirme, será a maior alta do setor desde 2017, quando a expansão foi de 14,7%. A produção de grãos será a principal alavancagem desse crescimento. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que a safra de grãos, cereais e leguminosas alcance 293,2 milhões de toneladas em 2023, uma alta de 11,8% em comparação ao ano passado.  

O bom momento do agronegócio brasileiro estimula a tendência da locação, especialmente no Centro-Oeste, onde os produtores estão cada vez mais capitalizados. Afinal, é mais barato alugar do que comprar, pois, o modelo de locação possibilita uma economia de até 10% nas máquinas agrícolas e 30% nos caminhões se comparado ao custo da aquisição. A alocação mais eficiente do capital desafoga o caixa, dando margem para que o cliente invista na expansão da produção ou em melhorias, por exemplo”, complementa Couto.  

A Vamos oferece diversas opções para o agronegócio, independentemente do tamanho das empresas. Os clientes podem optar pela compra ou pela locação de veículos, máquinas e equipamentos, inclusive seminovos. “Dessa forma, atendemos toda a cadeia do agronegócio, que encontra na Vamos a solução mais adequada para a sua necessidade”, acrescenta Couto. 

Ampla Rede de Concessionárias  

Além de caminhões, a empresa conta com um portfólio de tratores, colheitadeiras e plantadeiras de alta performance voltados tanto para o grande como para o pequeno produtor. Atualmente, a Vamos é a distribuidora oficial das marcas Valtra e Fendt no Centro-Oeste, cujas lojas compõem a maior rede de concessionárias agro em extensão territorial do país. São 16 filiais da rede de concessionárias Valtra, com atuação na venda de máquinas e equipamentos agrícolas, e seis filiais da fabricante alemã Fendt, mundialmente reconhecida pelo alto padrão de eficiência e produtividade. Inclusive, a Vamos inaugurou em 2022, no município de Primavera do Leste (MT), a maior loja concessionária da marca Fendt no Brasil. 

A companhia também representa a marca Komatsu, que conta com três lojas localizadas no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde cerca de 70% das vendas são voltadas para o agronegócio. 

No segmento de aluguel, a Vamos é pioneira e líder em locação de caminhões e máquinas no Brasil. O modelo de locação é uma importante alternativa para a renovação, expansão e atualização da frota com alocação eficiente do capital pelas empresas.  

Resultados recordes 

A Vamos tem apresentado excelentes resultados financeiros, batendo recordes a cada trimestre. No 4T22, a empresa registrou lucro líquido de R$ 254,3 milhões, 116% maior do que no 4T21. Já a receita líquida alcançou R$ 1,391 bilhão, 72,4% maior em comparação ao mesmo período de 2021. Em 2022, o indicador totalizou R$ 4,913 bilhões, alta de 74,0% em relação a 2021. A receita líquida das concessionárias alcançou R$ 676,1 milhões no 4T22, alta de 41,2% em relação ao 4T21. No ano, crescimento é de 63,8%, totalizando R$ 2,779 bilhões. No 4T22, a frota da companhia chegou a 43.829 ativos alugados – s crescimento de 65,5% em relação ao 4T21 –, sendo 34.998 caminhões e 8.831 máquinas e equipamentos.  

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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