TW Transportes adota nuvem Azure com a SOU.cloud

03/04/2024

Fundada no Rio Grande do Sul em 1966, a TW Transportes logo expandiu suas operações para outros estados da Região Sul e para São Paulo. Hoje, atende a todo o Brasil e também ao Mercosul. Periodicamente, a empresa de logística abre novas unidades e Centros de Distribuição estratégicos a fim de cobrir esse amplo território. Exemplo disso foi a recente inauguração do Centro de Distribuição em Carazinho (RS), aumentando em 60% sua capacidade operacional.

Tamanho crescimento requer que a tecnologia da companhia também acompanhe esse movimento. Dessa forma, a TW Transportes acaba de contratar a SOU.cloud para a migração de sua estrutura antiga para Microsoft Azure e serviços gerenciados.

“Buscamos um parceiro que tenha o cuidado de sustentar o ambiente em cloud com ações proativas. Assim, o nosso time fica livre para direcionar o seu foco para o nosso core business, que é a excelência em transporte de carga e armazenagem”, analisa Carlos Tauchert, Gerente de TI da TW Transportes.

Empresa brasileira especializada em nuvem, a SOU.cloud é uma das principais parceiras da Microsoft no Brasil, estando entre o rol seleto de companhias com o status de Azure Expert MSP. Em três anos de atividade, possui mais de 1.200 clientes por todo o país, num total que ultrapassa os 120 mil usuários.

“A TW Transportes chega para somar-se ao nosso time de clientes e nós ficamos muito contentes de poder apoiar a sua operação em nuvem neste momento de crescimento. Estamos confiantes de que podemos ajudar a empresa na jornada rumo à sua melhor versão”, comemora Fabio Junges, CEO da SOU.cloud.

De acordo com o Gerente de TI da TW Transportes, a partir da migração, a empresa espera ganhar principalmente em disponibilidade, modernização e escalabilidade. “A nossa parceria teve início em Dezembro de 2023 e tende a ser uma história de sucesso”, projeta Tauchert.

“A logística é uma área estratégica no Brasil e no mundo. O nosso país ocupa o 57º lugar no ranking global da área, segundo o Banco Mundial. Por isso, a nuvem representa um fator fundamental para o desenvolvimento do setor e a melhora do índice de performance logística. E a TW Transportes acompanha essa tendência na busca pela qualificação constante”, completa o CTO da SOU.cloud, Rodrigo Castro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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