Transporte de cargas do agronegócio no terminal da VLI em Porto Nacional (TO) cresce 22% e bate recorde no ano

19/12/2022

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O transporte de grãos e farelo de soja pelo Terminal Integrador Porto Nacional (TIPN), no Tocantins, ativo administrado pela VLI – companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais – bateu recorde anual e ultrapassou em 600 mil toneladas a movimentação em relação ao ano anterior. O resultado representa um crescimento de 22% na comparação com o acumulado de 2021. No ano passado, foram movimentados 2,7 milhões de toneladas, entre janeiro e dezembro. Já até outubro deste ano, a companhia alcançou a marca de 3,3 milhões de toneladas.

A produção tocantinense, assim como da região formada pelo Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), conta com atributos naturais e uma robusta infraestrutura de escoamento, que cresce e é desenvolvida a cada ano. Os resultados das movimentações no Terminal Integrador de Porto Nacional evidenciam o suporte ao agronegócio e o potencial de desenvolvimento da produção regional.

“Sem dúvida, esse recorde é fruto de muito trabalho de otimização em nossas operações. O Tocantins vem apresentando safras de soja e de milho surpreendentes e o nosso objetivo é contribuir com o desenvolvimento do Estado, investindo em logística para movimentações cada vez mais eficientes”, afirma o diretor de Operações do Corredor Centro-Norte da VLI, Daniel Schaffazick.

Atualmente, o terminal de Porto Nacional possui capacidade para armazenar 60 mil toneladas de grãos (entre soja, milho e farelo), e movimentar até 5 milhões de toneladas por ano. As cargas – originárias nas regiões do Matopiba, além do Mato Grosso, Goiás e Pará – chegam de caminhão até os terminais. Na unidade, é feita a descarga dos veículos, o armazenamento e o transbordo de grãos para os trens. Os vagões carregados seguem pela Ferrovia Norte Sul (FNS), também controlada pela VLI, para o Porto do Itaqui, localizado em São Luís, com destino à exportação.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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