Conexão ferroviária entre a Transnordestina e o TUP Nelog no Pecém, CE, começa a ser implantada

A conexão ferroviária entre a Transnordestina e a área destinada ao futuro Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), começou a ser implantada no Ceará. A obra está sendo executada pela Marquise Infraestrutura, que já participa de oito lotes da ferrovia, e representa mais um avanço no processo de integração logística entre a malha ferroviária e a infraestrutura portuária do estado.

A construtora iniciou os trabalhos após receber a ordem de serviço para a execução do projeto, que prevê investimento de aproximadamente R$ 150 milhões e prazo contratual de 15 meses. O trecho terá cerca de 7,5 quilômetros de extensão dentro do Complexo do Pecém e constitui uma etapa estratégica para viabilizar a futura conexão operacional entre a ferrovia e o terminal da Nordeste Logística S.A. (Nelog), empresa do Grupo CSN.

Momento da assinatura, com o governador do Ceará, Elmano de Freitas, e Renan Carvalho, diretor-presidente da Marquise Infraestrutura

Integração logística entre Transnordestina e Porto do Pecém

Nesta etapa, serão executadas as obras de infraestrutura ferroviária necessárias para a futura ligação entre os empreendimentos. O escopo contempla serviços de terraplenagem, drenagem, proteção de taludes e estabilização ambiental.

A assinatura da ordem de serviço, realizada no dia 16 último, reuniu o governador do Ceará, Elmano de Freitas, além de representantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), da Nelog e da Marquise Infraestrutura.

Segundo Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN, grupo controlador da TLSA e da Nelog, a nova etapa reforça o avanço das obras ligadas à Transnordestina. “Quando retomamos a Transnordestina, em 2023, os lotes 1, 2 e 3 avançavam de forma bastante lenta e os demais trechos ainda dependiam da retomada dos investimentos. Hoje temos os lotes 4, 5, 6, 7, 8 e 11 em execução e avançamos agora para a conexão com o futuro terminal da Nelog, no Pecém. Todos esses trechos vêm sendo executados pela Marquise Infraestrutura, demonstrando capacidade de entrega, compromisso com os prazos e a confiança construída ao longo de um dos mais importantes projetos de infraestrutura logística do País”, afirmou.

O futuro TUP Nelog deverá ocupar aproximadamente 84 hectares dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Quando a conexão ferroviária e o terminal estiverem concluídos, a estrutura permitirá o recebimento direto de cargas transportadas pela Transnordestina.

A expectativa é ampliar a integração entre os modais ferroviário, rodoviário e aquaviário. Com isso, cargas como minério de ferro, grãos agrícolas, fertilizantes e carga geral poderão chegar à área do terminal por meio da ferrovia, fortalecendo a logística de exportação e importação no Ceará.

Para Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise, o empreendimento reforça a participação da companhia em projetos estruturantes de infraestrutura. “Para o Grupo Marquise, é motivo de orgulho construir obras que impulsionam o Brasil, o Nordeste e, especialmente, o Ceará. Mais do que grandes obras estruturantes, ajudamos a construir o futuro”, afirmou.

Já Renan Carvalho, diretor-presidente da Marquise Infraestrutura, destacou que a nova frente amplia a presença da empresa em projetos ligados à infraestrutura logística cearense. “A Marquise Infraestrutura já participa de diferentes frentes da Transnordestina e conhece a complexidade dos projetos associados ao Complexo do Pecém. Essa nova contratação reflete a confiança construída ao longo de anos de atuação em empreendimentos de grande porte, com cumprimento de cronogramas e execução de obras que ampliam a capacidade logística do Complexo. Estamos preparados para entregar uma infraestrutura estratégica para a logística regional e nacional, apoiados pela experiência acumulada em grandes obras de infraestrutura e pela capacidade de execução e entrega nos prazos que a empresa vem demonstrando ao longo das obras da Transnordestina”, afirmou.

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