Total Express avança na promoção da equidade de gênero e diversidade no setor logístico

10/05/2024

O setor logístico no Brasil tem apresentado crescimento contínuo nos últimos anos, fortemente impulsionado pelo aumento do comércio eletrônico, pela globalização e pela demanda por cadeias de suprimentos eficientes e responsivas. De 2022 a 2026, estima-se que o setor privado invista R$ 124,3 bilhões em transporte e logística, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). 

Além do crescimento do mercado, outra característica notável da atividade no Brasil é a operação realizada majoritariamente por figuras masculinas. No entanto, essa realidade tem mudado ao longo dos anos. Números mais recentes sobre a presença de homens e mulheres no segmento logístico apontam um alto volume de contratação de mulheres no país com alta de 229% no número de vagas ocupadas por elas, se comparado com 2020, segundo a Gupy, plataforma de tecnologia para recursos humanos.

Somente a Total Express, player no setor de logística no Brasil, possui mais de 1.500 mulheres, o que representa 43% da equipe de profissionais, e reforça a importância da presença feminina com mão de olha qualificada em cargos e funções estratégicas e operacionais no setor. Um exemplo da força e do talento que as mulheres têm para oferecer é Ana Gabriela Martins, Head de Planejamento de Operações e Transporte na Total Express. A profissional compartilhou sua jornada profissional e os desafios enfrentados ao longo dos 12 anos de empresa, quando ingressou como trainee, percorrendo diferentes etapas até alcançar sua posição atual.

Sua rotina como Head de Planejamento envolve o dimensionamento de recursos, análise de demanda, compra de insumos e controle de gastos, especialmente no setor de frete. A responsabilidade de equilibrar qualidade de serviço e resultados financeiros também são destacadas pela especialista. No entanto, há diversas conquistas significativas nesse processo, como a promoção de colegas de equipe e o sucesso de projetos de otimização que contribuíram para o crescimento exponencial da Total Express.

Ana Gabriela gerencia uma equipe de mais de aproximadamente 400 pessoas eressalta o desafio de conciliar a operação diária com a entrega de resultados planejados e a vida pessoal e maternidade. Pontua a evolução da empresa em relação à diversidade e inclusão, reconhecendo avanços significativos. “Na Total Express, buscamos remover barreiras e promover um ambiente mais acolhedor às mulheres, especialmente em relação à licença maternidade e reintegração ao trabalho”, afirma a executiva. Atualmente, a empresa oferece às funcionárias 2 meses a mais de licença maternidade do que prevê a lei. Nos últimos 5 anos, foram mais de 200 licenças-maternidade concedidas.

Quanto ao futuro, Ana Gabriela expressa o desejo de seguir crescendo dentro da carreira executiva, permanecendo no universo da logística e contribuindo para o crescimento internacional da empresa. 

Mulheres na Total Express 

Além de possuir quase metade do quadro de colaboradores formado por mulheres, 973 mulheres (63%) se autodeclaram negras (pretas ou pardas). Atualmente, são 17 mulheres transexuais e 229 pertencem ao público LGBTQIAPN+. Falando especificamente sobre liderança, as mulheres representam 35% do total de líderes (140), com 49% das mulheres negras ocupando cargos de liderança (69).

“À medida que o setor logístico avança no Brasil, a presença feminina se estabelece como um fator fundamental e significativo na transformação e no aprimoramento das operações logísticas em todo o país, contribuindo assertivamente para um mercado ainda mais inovador, resiliente e sustentável. Essa é uma mudança necessária que não traz benefício apenas para os negócios, mas para toda a sociedade”, afirma Paula Cavalcante Castelo Branco, Diretora Executiva de Gente e Gestão da Total Express.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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