Tombini testa, aprova e adquire 160 caminhões extrapesados Mercedes-Benz Actros 2553 6×2

O Grupo Tombini, tradicional empresa catarinense com atuação no transporte rodoviário de cargas secas e refrigeradas, adquiriu, neste mês de outubro, 160 unidades do Mercedes-Benz modelo Actros 2553 6×2, que se somam às 5 unidades compradas neste ano para teste em várias de suas operações. Antes, em fevereiro, a Tombini havia renovado a frota com 100 unidades do Actros 2548 6×2. Todos esses 265 cavalos mecânicos Actros foram comercializados pela Cosmar Veículos, concessionário de Jundiaí, SP, com financiamento do Banco Mercedes-Benz.

“Há um ano participei de um encontro junto a outros transportadores na fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP, para falarmos sobre os caminhões do portfólio da marca. Naquela oportunidade, resolvemos testar o Actros 2553 6×2”, relata Clecio Tombini, sócio-diretor do Grupo Tombini. “Avaliamos o desempenho dos veículos por três meses e os resultados foram muito positivos, especialmente no consumo de combustível.”

Segundo o cliente, posteriormente, a Tombini adquiriu cinco unidades do Actros 2553 6×2, que foram distribuídas em regiões diferentes e em segmentos também distintos, como no transporte de cargas frigoríficas, portacontêiner e sider. “O objetivo era observar se, em todas as operações e locais, o caminhão manteria os resultados que vinha entregando. Para nossa surpresa e satisfação, conseguimos constatar tudo isso”, ressalta Clecio.

A aprovação do cliente acaba de ser reforçada agora. “Voltamos à fábrica da Mercedes-Benz e efetivamos a compra de um lote de 160 unidades do Actros 2553 6×2. Estamos muito felizes com a aquisição e também pela parceria com a Mercedes-Benz”, diz o sócio-diretor.

Evolução

“Essa expressiva venda de 265 caminhões Actros ao longo de 2024 reforça a excelência da nossa parceria com a Tombini”, afirma Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “É importante destacar especialmente essa nova aquisição de 165 unidades do Actros 2553, que vem equipado com o moderno motor OM 471 de 530 cavalos, o mais potente da marca no Brasil. Este motor é muito bem aceito pelo mercado pelo desempenho excelente e ótimo consumo de combustível, além do freio-motor de alta performance, com 580 cv de potência de frenagem e menores índices de ruído e vibração.” De acordo com o executivo, a Linha Actros é um resultado concreto do compromisso As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve e traz a solução. “Nesse sentido, estamos entregando aquilo que os clientes nos pediram e pedem em nossos contatos frequentes em suas operações, durante visitas e eventos e no relacionamento diário com as equipes dos Concessionários e da Fábrica. Isso nos permite oferecer a eles tudo o que precisam para os seus negócios de transporte, visando a eficiência e a rentabilidade desejadas.”

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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