Terminal de logística de carga do Aeroporto de Fortaleza comemora crescimento de 7% nas Exportações

16/01/2017

O terminal de logística de carga (Teca) do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE), concluiu 2016 com crescimento de 7% no setor de Exportação. Foram 3.895,9 toneladas movimentadas. O Teca também contabilizou aumento de 1% da movimentação total (Importação + Exportação), com 5.624,7 toneladas.

Segundo o gerente de Negócios em Logística de Carga do Aeroporto de Fortaleza, Rinaldo Tolentino Tavares de Lira, o Teca de Fortaleza sempre teve um histórico de fluidez nas operações e serviços de Exportação, e, para isso, todas as estatísticas de segmento de mercado – destino final, perfil da operação, dentre outros fatores – são acompanhadas de perto e de forma constante. “O importante é sempre nos adequarmos à demanda do exportador”, explica Rinaldo, que acrescenta: “Também procuramos levar em consideração a eficiência das nossas operações de exportação perante os segmentos que atendemos, onde a nossa atenção no processamento da carga é total, somadas às constantes abordagens realizadas junto aos exportadores e aos principais agentes de carga, responsáveis pela estratégia logística das mercadorias”.

Itens de exportação

Segundo o gerente da Infraero, o Ceará vem se firmando como um importante polo de exportação (modal aéreo) em três segmentos: frutas (mamão e manga), calçados e couro. “A fruta foi o carro chefe das exportações em 2016, representando 65% do total exportado, em especial o mamão papaya, que corresponde a 89% das nossas exportações de frutas”, destaca Rinaldo. As frutas seguem direto para a Europa, principalmente para Portugal. Uma parte também segue para a Itália. ”Isso, em parte, se deve à posição estratégica do estado do Ceará em relação à Europa e ao fato de termos voos da TAP saindo diariamente com destino direto para Lisboa”, conta o gerente.

Na área de calçados, destaque para a empresa Grendene, que movimentou, juntamente com as outras empresas de destaque do segmento, 8,5% de todo volume exportado em 2016. Em seguida, o couro, que representou 7% das exportações. O segmento exporta o produto, em grande parte, para países como os Estados Unidos e o México.

Metas para 2017

Mesmo com o processo de concessão do Aeroporto de Fortaleza, previsto para este ano, a equipe de Logística de Carga do terminal cearense nem pensa em desanimar. “O planejamento e o foco por resultados é total. A Infraero tem um planejamento estratégico definido, e, como empresa, temos uma missão institucional a ser cumprida e executada. Nós aceitamos o desafio e, para isso, já estamos dando prosseguimento ao nosso cronograma de visitas a clientes estratégicos, definindo novos segmentos para prospecção, preparando uma apresentação a ser realizada nas câmaras setoriais de exportação do governo do estado e também preparando um material de apresentação da estrutura do Teca de Fortaleza”, destaca o gerente de Negócios em Logística de Carga do Aeroporto de Fortaleza, Rinaldo Tolentino Tavares de Lira,

O terminal de logística de carga do Aeroporto de Fortaleza conta com 22 funcionários, sendo 11 empregados da própria Infraero e 11 terceirizados.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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