Terminal da VLI em Sergipe aumenta em 60% o volume de movimentações com novos contratos voltados ao agronegócio

04/09/2023

Localizado em Barra dos Coqueiros, em Sergipe, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), da VLI, companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos, aumentou em 60% o volume de cargas movimentadas a partir de novos contratos comerciais firmados em 2023, principalmente para segmento de fertilizantes. Com isso, o único terminal portuário do estado se consolida como alternativa ao agronegócio da região do Arco Norte. A flexibilidade do TMIB também proporciona movimentações de grãos, insumos da construção civil e mineração, além de operações offshore.

Somente no primeiro semestre de 2023 a VLI formalizou diversas parcerias com grandes players do setor agro, como Fertinor, empresa do Grupo Fertipar, um dos principais fornecedores para a produção rural em todas as regiões do Brasil; Agropecuária Maratá, para atendimento à nova fábrica da empresa inaugurada este ano; e Cibra Fertilizantes, com a qual a companhia realiza estudos conjuntos para desenvolver solução logística via TMIB, garantindo condições comerciais e operacionais mais competitivas.

“O TMIB se tornou opção estratégica para atender a demanda de fertilizantes, inserindo Sergipe e a região Nordeste em importantes rotas logísticas de escoamento. O mercado busca competitividade, performance operacional, taxas de descarga e menor tempo de espera na fila para atracação, que proporciona redução de custos com demurrage (indenização cobrada pelo atraso nas operações). Com isso, o terminal apresenta melhores condições que os demais portos concorrentes situados em outros estados”, explica o gerente Comercial da VLI para o TMIB, Márcio Marques.

Entre as características do terminal, está ainda a proximidade com os principais corredores logísticos da região e polos produtores. “Os clientes do agro também reconhecem a expertise da VLI no setor, em razão dos escoamentos de grãos e açúcar, além da movimentação de fertilizantes realizados em outros corredores operados pela companhia. Por meio do TMIB, temos potencial para contribuir com novas conexões entre o agro regional e o mercado global. Apenas para o segmento de fertilizantes, houve incremento de 25% da capacidade de armazenagem do terminal”, destaca Marques.

A companhia também estimulou um fluxo de veículos no corredor que dá acesso ao TMIB, em função do aumento das exportações de farelo de soja e grãos, possibilitando que os caminhões transportem produtos do interior para exportação no porto e retornem carregados com volume da importação dos fertilizantes, maior parte proveniente da Europa. Após o produto ser processado nas fábricas, é destinado para o interior de Sergipe, além da região Oeste da Bahia, considerado forte polo de agronegócio.

“Do ponto de vista estratégico, a parceria com o TMIB é muito importante para o desenvolvimento da Maratá em Sergipe. Através do porto, vamos abastecer a fábrica nova de fertilizantes inaugurada em junho, com capacidade para produzir 300 mil toneladas por ano e atender toda a região nordeste. Em setembro também vamos inaugurar um moinho de trigo com capacidade para 200 mil toneladas por ano. Nossa expectativa é aumentar ainda mais a movimentação de cargas pelo TMIB nos próximos meses, pois o terminal oferece a eficiência e agilidade na logística que precisamos para atender o mercado”, informa o diretor-executivo do Grupo Maratá, Frank Vieira.

Infraestrutura

O terminal recebeu R$ 40 milhões em investimentos nos últimos anos e tem píeres de atracação para granéis com 356 metros de comprimento e para operações offshore com 59 metros. O TMIB possui ainda 214 hectares de área disponível e infraestrutura de sete armazéns com capacidade de 55 mil toneladas, três pátios para 150 mil toneladas e três silos que atendem 60 mil toneladas. Também foram adquiridos três novos grabs para proporcionar mais eficiência no carregamento e descarregamento de granéis sólidos dos navios, que proporcionaram aumento de 20% na produtividade de movimentação de cargas. A infraestrutura do TMIB gera 200 empregos e contribui para a VLI injetar aproximadamente R$ 30 milhões por ano na economia sergipana.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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