Telhanorte inaugura sua primeira loja de bairro em São Paulo

23/10/2019

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o faturamento das indústrias de materiais de construção cresceu 4% em setembro, na comparação anual, e aumentou 3,3% ante agosto. Para contribuir com o crescimento do setor e aumentar sua oferta, a rede de materiais de construção Telhanorte inaugura sua primeira loja de bairro. A abertura acontece hoje (21 de outubro), na Avenida Heitor Penteado, 1.731, no bairro da Vila Madalena, a poucas quadras da estação Vila Madalena do metrô.

É a primeira loja sob a bandeira telhanorteJá! neste novo conceito de homecenter de bairro criado pela rede, cuja premissa é estar onde o cliente está e oferecer soluções inteligentes para quem precisa de agilidade para manter os espaços em ordem.

Para contribuir com este reposicionamento estratégico, desenvolvimento do conceito e implantação dos primeiros pontos de venda, a GS&Consult, empresa de consultoria que integra o ecossistema de negócios do Grupo GS& Gouvêa de Souza, está integrada e apoiando nesta transformação desde o início do projeto. E com isso aportando além das boas práticas de mercado, elementos de inovação e digitalização no ponto de venda, visando aumento do nível de satisfação do cliente e melhoria na eficiência operacional do negócio.

Segundo Alexandre Machado, sócio-diretor de consultoria da Gouvêa de Souza, este tipo de projeto é uma das especialidades da empresa e certamente um dos trabalhos mais prazerosos e gratificantes que fazem, pois partem da ideia conceitual e entregam uma loja funcionando e pronta para expansão. Machado complementa que o trabalho foi facilitado, pois teve o patrocínio da alta direção e engajamento de todos. Criaram um único time e não o time da consultoria e o time da Telhanorte. Esse foi o segredo de sucesso para colocar de pé o projeto em tempo recorde.

O novo formato de loja teve como ponto de partida a jornada de compra e o comportamento dos consumidores alvo. E após essa definição criaram elementos para oferecer experiências de compra relevantes e que agreguem valor para os consumidores alvo. Além disso, o trabalho contemplou: plano de sortimento de produtos e serviços, estratégia de precificação, modelo de abastecimento e logística, dimensionamento do quadro, perfis e competências da equipe da loja, desenho do plano de chão (processos operacionais), seleção de soluções de tecnologia e integração com ações de marketing e comunicação.

Inovador em seu formato e nos serviços oferecidos

A loja tem 280 m2 e cerca de 3 mil produtos fisicamente nas gôndolas. O diferencial é que a loja ofertará toda a gama de produtos do homecenter tradicional por meio do conceito conhecido como prateleira infinita, que permite ter acesso ao estoque da rede de maneira digital.

Aluguel de ferramenta e instalação de produtos

A oferta completa também abrange serviços, como a instalação de pisos, por exemplo, e a parceria com a GetNinjas, para contratação de diversos serviços, como pintura, elétrica, marcenaria, entre outros. Especialmente para a telhanorteJá! está sendo desenvolvido um programa de benefícios para profissionais especialistas (pedreiros, encanadores, eletricistas), zeladores e profissionais conhecidos como ‘faz tudo’.

Experiência de compra

Há uma série de inovações que a Telhanorte traz para esse modelo. Por exemplo, além do caixa tradicional, haverá caixa móvel para compra em qualquer local da loja.

Ainda sobre diferenciais em termos de serviço: as lojas aceitarão, por exemplo, cartão pré-pago, para facilitar a recompra de profissionais que estão envolvidos em obras. Há também prevista entrega em até uma hora e o envio da maquininha até a casa do cliente.

Os clientes também poderão realizar compras via WhatsApp, que ficará disponível de acordo com o horário de funcionamento da loja e também terá wi-fi gratuito para os clientes.

Novas lojas a caminho

Além da inauguração da loja na Avenida Heitor Penteado, está prevista a abertura de outras três unidades ainda em 2019, todas em São Paulo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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