Tector Auto-Shift é destaque da Iveco para o transporte no agronegócio na Agrishow 2019

30/04/2019

Todos os anos a Agrishow, principal feira do agronegócio brasileiro, reúne as novidades em produtos, tecnologia e serviços para o setor. A Iveco, marca da CNH Industrial, estará presente no evento com o Tector Auto-Shift 240E30 6X2, que proporciona versatilidade e robustez para o agricultor. O veículo estará exposto no estande da Case IH, marca que também pertence à CNH Industrial, até 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP). 

Para Ricardo Barion, diretor de Vendas e Marketing da Iveco para a América do Sul, a participação da agroindústria nos negócios da marca cresce a cada ano e a montadora investe, cada vez mais, para atender o segmento. “Temos um portfólio que atende as demandas do agronegócio com excelente custo benefício e a qualidade comprovada em diversos setores do transporte de cargas. Um bom exemplo é a linha Tector, perfeita para aqueles que buscam o que há de mais moderno e eficiente em transporte, com conforto, potência e durabilidade.” 

Um dos principais diferenciais do Tector Auto-Shift 240E30 6X2 está na integração entre a transmissão automatizada e o motor N67, da FPT Industrial. Com seis cilindros, 300 cv de potência e 1050 Nm de torque, o propulsor passou por uma calibração que permite trocas de marchas 60% mais rápidas, e evita queda nas rotações, o que melhora o desempenho e a média de consumo. O conjunto foi preparado para aproveitar o melhor da transmissão, que tem 10 velocidades, além de possuir uma ‘super reduzida’, que garante tranquilidade ao motorista para arrancar em situações adversas, mesmo com o caminhão carregado. 

“Os atributos do modelo atendem os clientes que precisam de um semipesado 6×2 e também costumam passar muito tempo dentro do caminhão, uma vez que esse perfil de produto é predominantemente rodoviário – mais de 80%”, afirma o executivo. O modelo foi projetado para maximizar a operação, aumentando o conforto do motorista, com a transmissão automatizada, que evita possíveis erros nas trocas de marcha que poderiam ocasionar custos adicionais com combustível ou com o desgaste prematuro de componentes. 

O setor agrícola representa cerca de 30% da demanda de caminhões acima de 16 toneladas de PBT, sendo que nos pesados, onde se destaca o Hi-Way 480 6×4, que está apto para o transporte de grãos, esse percentual chega até 40%. “Destaco também a agricultura familiar, que tem um papel fundamental em um dos setores mais fortes da economia brasileira, e o Programa Mais Alimentos, em que toda a linha Daily e o Tector 15 estão cadastrados para comercialização. Esta é uma iniciativa muito importante, já que incentiva a agricultura familiar, e permite que pequenos produtores invistam no aperfeiçoamento de suas produções”, finaliza Barion. 

A montadora terá também dois outros modelos da linha Tector em estandes de parceiros: um Tector 260E30 6×4, com implemento comboio de lubrificação, no estande da Sollus Mecanização Agrícola, e um Tector 170E28 4×2, com coletor de lixo, no estande da XCMG, fabricante de máquinas para construção. 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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