Tecnologia pode reduzir em até 90%perdas de estoque de alimentos

06/09/2023

O sucesso das empresas de atacado, varejo ou distribuição é consequência direta de uma gestão de estoque assertiva. No entanto, para o setor supermercadista, esse ainda é um grande desafio! Segundo a Abrappe (Associação Brasileira de Prevenção de Perdas), os supermercados são líderes em prejuízo de estoque, registrando a marca de 2,15% de perdas sobre vendas líquidas; parece um percentual baixo, mas equivale a R$ 24 bilhões no ano. “Para que os prejuízos caiam, no mesmo ritmo em que o setor cresce, é preciso que os estabelecimentos identifiquem onde estão as falhas e invistam em sistemas que ajudam, de maneira tecnologia, a solucionar o problema. É preciso ter em mente que, ao gerir um comércio, de pequeno ou grande porte, onde há a movimentação constante de pessoas e mercadorias, é preciso mais que olhos e mão de obra humana para evitar falhas”, comenta Anderson Benetti, Head de Produto de Logística da Senior Sistemas, empresa especializada em soluções tecnológicas, que possui um sistema voltado ao setor, capaz de reduzir em até 90% erros operacionais na gestão de estoque.

Ainda de acordo com a Abrappe, do índice de perca de 2,15%, 1,43% refere-se a quebras operacionais, como produtos que ficam na loja por apresentarem prazo de validade vencido; o restante está ligado a causas como furtos externos e internos. “Grande parte do prejuízo pode ser evitado! É preciso que donos de supermercado e grandes redes tenham em mente que conquistar um estoque eficiente é primordial para os negócios; e isso só é possível com fazendo uma gestão automatizada”, comenta. “Quando uma empresa implementa uma solução tecnológica, o proprietário deixa de se preocupar com erros operacionais e passa a focar em outras demandas importantes”, complementa Anderson.

Com um sistema automatizado, é possível acessar as informações armazenadas e analisar com assertividade os dados disponibilizados, garantindo que a quantidade de produtos não fique em excesso, nem em falta. Anderson destaca essa necessidade da gestão automatizada, de maneira rotineira, mas também para um melhor controle em datas sazonais, quando cidades turísticas atraem muitas pessoas. “Nestes casos, é comum nos depararmos com dois cenários: o supermercado que enfrenta a escassez de produtos porque não está preparado para lidar com o grande volume de pessoas; e o estabelecimento que registra sobras no estoque por ter comprado mercadorias em excesso”.

Sistema WMS atua na redução de prejuízos de estoque

Anderson indica o WMS como uma das soluções mais efetivas para o gerenciamento de estoque dos supermercadistas. A solução da Senior Sistemas permite diversas movimentações, como otimização do espaço de armazenagem, controle de prazo de validade, gestão de clientes e fornecedores e verificação de estoque em tempo real. “Na armazenagem, por exemplo, o sistema é capaz de localizar os melhores locais para cada tipo de produto. Se algum item não puder ser exposto a luz, será direcionado para uma área mais escura, assegurando sua validade”.

Outro ponto que o sistema atua é justamente em cima de um dos maiores “calos” do setor supermercadista: validade dos produtos. “Com a utilização de códigos de barras ou QRCodes que apresentam os dados de cada lote, o próprio sistema identifica o manejo necessário para cada produto. Dessa forma não precisa de funcionários para fazer essas verificações de forma manual, o que poupa tempo da empresa como um todo, e garante uma validação 100% segura”, ressalta Anderson.

A solução de gestão de armazenagem da Senior Sistema atende negócios de todos os portes, sejam atacadistas ou distribuidores. E ao automatizar todas as operações de armazenagem, os supermercados apresentam maior produtividade na gestão de outras áreas da companhia, como vendas, compras e frotas. “Quando uma empresa implementa uma solução tecnológica, ela deixa de se preocupar com erros operacionais e passa a focar em outras demandas importantes. Com uma gestão de armazenagem automatizada, a empresa redireciona seu olhar para outras áreas que necessitam, o que influencia diretamente no faturamento mensal”, finaliza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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