TCP Log inaugura base intermodal na região metropolitana de Curitiba

17/09/2015

A TCP Log – subsidiária logística da TCP (empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá) inaugura, na quinta-feira (17), um novo armazém em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Com 28.800 metros cúbicos, o novo armazém integra o plano de ampliação e modernização da TCP com bases intermodais no interior do Paraná.

Com capacidade para 21.600 pallets (cada unidade tem 1m x 1m) e padrão linha azul, o armazém tem localização estratégica e fácil acesso às rodovias que atendem o litoral e interior do Paraná e Santa Catarina, e à BR-116 que liga Curitiba ao estado de São Paulo. “Além da posição estratégica, que facilita o acesso de cargas pelas rodovias, o armazém oferece uma moderna estrutura, novos equipamentos e uma equipe altamente capacitada e flexível para entender e atender as demandas dos clientes da melhor forma possível”, enfatiza Thomas Lima, gerente da TCP Log.

A intenção é que, assim como nas outras bases intermodais no interior do Paraná, a base de Curitiba ofereça serviços integrados de logística com armazenagem, estrutura para carregamento e descarregamento de contêineres, pátio para contêineres e transporte até o Porto de Paranaguá. Com 1 mil metros quadrados de pátio, a base de Curitiba trabalha, principalmente, com armazenagem crossdocking de cargas secas e de alto valor agregado, operando de segunda-feira ao sábado.

A base entrou em operação parcial em março deste ano e, desde então, já movimentou 2 mil toneladas de cargas, entre elas, uma carga projeto (caracterizada por grandes dimensões, que excedem o permitido para embarque e transporte por contêineres) de 23,6 toneladas. “A equipe da TCP Log está capacitada a realizar operações simples até as mais complexas e que exigem uma operação especial. Nós visamos atendimento de alta qualidade, reforçando o conceito de logística integrada e procurando fornecer uma solução completa, desenhando projetos de acordo com a necessidade do próprio cliente”, complementa Thomas Lima.

Bases intermodais

Além de Curitiba, a TCP Log opera com bases em Araucária, Ponta Grossa, Cambé e Cascavel, atendendo clientes do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em todas são oferecidos os serviços de armazenagem, estufagem, estrutura para carregamento e descarregamento de contêineres, além de transporte de cargas desde e até Paranaguá.

A operação por meio das bases intermodais torna o Terminal mais competitivo em relação a outros portos, oferecendo infraestrutura e custos mais atraentes para o cliente. “Com os armazéns, o cliente não precisa mais ir até o Porto ou contratar um serviço de transporte para retirar sua mercadoria em Paranaguá. A TCP Log oferece esse serviço, encurtando o caminho, facilitando o processo e deixando ainda mais simples a relação dele com o Terminal de Contêineres”, ressalta Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial da TCP.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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