SVD Transportes assume logística de colheitadeiras produzidas no Rio Grande do Sul

18/08/2023

De olho no potencial de novos negócios em função de mais um recorde da safra agrícola nacional de grãos, a SVD Transportes, especializada no transporte e na logística para a indústria de caminhões, ônibus, chassi para ônibus e equipamentos agrícolas, assumiu a logística de colheitadeiras produzidas no Rio Grande do Sul. Para isso, inaugurou no início deste mês uma nova unidade na cidade de Santa Rosa, RS, como o objetivo de atender à crescente demanda dos fabricantes de colheitadeiras agrícolas na região.

Com contratos já fechados e novos negócios em andamento junto a diversas fabricantes de colheitadeiras, a SVD Transportes adquiriu 10 caminhões zero km das marcas Volvo e DAF, com tecnologia Euro 6, além de 10 novos implementos pranchas, fabricados pela Rodomoura, empresa especializada na produção deste tipo de carreta, específica para levar máquinas agrícolas juntamente com suas plataformas de carregamento de grãos.

Essas empresas precisam de logística eficiência para escoar os maquinários produzidos e enviá-los com rapidez e segurança para grandes produtores de grãos em todo o País. “As principais marcas que produzem colheitadeiras na região estão nos procurando para darem conta da logística de entregar os equipamentos em áreas de produção de grãos mais distantes, como as regiões Centro-Oeste e Norte, por exemplo”, comenta Jaysson de Oliveira, gerente comercial da SVD.

Os veículos conduzidos por motoristas especializados e treinados para realizarem este tipo de trabalho já estão rodando em operações dedicadas. A SVD Transportes faz toda a gestão desta frota por meio de sua nova unidade, valendo-se de telemetria de última geração oferecida pela DAF. Para assegurar máxima confiabilidade e disponibilidade dos veículos, a transportadora contratou serviços de manutenção preventiva da própria fabricante de caminhões.

“Tivemos a preocupação de executar este tipo de operação com caminhões novos, geração Euro 6, por duas razões que permeiam nossa prestação de serviços: oferecer sempre eficiência operacional e garantir um transporte seguro e sustentável”, comenta Oliveira.

Com mais de 20 anos prestando serviços logísticos para escoar caminhões novos produzidos no País, tanto para o mercado interno como externo, a SVD fez sua estreia no segmento agrícola em 2017. Atualmente, o transporte de máquinas utilizadas no agronegócio já representa 30% das operações da transportadora. “Em função dos sucessivos recordes de produção de grãos no País, a demanda por máquinas agrícolas vem crescendo substancialmente e, com isso, as fabricantes precisam de mais eficiência no transporte desses equipamentos que são distribuídos para regiões cada vez mais distantes”, diz Oliveira. O executivo projeta potencial de expansão da ordem de 20% deste tipo de operação nos próximos dois anos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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