Supercampo, TOTVS e VTEX anunciam parceria para digitalização do agronegócio

06/04/2023

Know-how, tecnologia e competitividade. O agronegócio dá mais um passo para o fortalecimento e modernização do setor. Isso porque a AgTech Supercampo, formada pelas cooperativas sócias Agrária, Alfa, Capal, Castrolanda, Coopertradição, Copacol, Copercampos, Coplacana, Cotrijal, Frísia, Integrada e Lar, acaba de anunciar uma parceria com a VTEX e a TOTVS.

Depois de implementar os Balcões Digitais e o marketplace nas 12 sócias fundadoras da Supercampo, chegou a vez de disponibilizar os serviços para outras cooperativas agroindustriais de todo o território nacional, fortalecendo assim o poder do agronegócio. E, além do conhecimento da Supercampo, os clientes contarão com uma novidade: o diferencial das plataformas VTEX contratadas por intermédio da TOTVS.

A grande vantagem da contratação da plataforma VTEX por meio da parceria entre Supercampo e TOTVS é a redução do custo e a possibilidade de participação no ecossistema da AgTech. “As novas cooperativas que aderirem ao serviço, poderão contar com todos os atributos VTEX de usabilidade alinhados com o esforço de nossas 12 grandes cooperativas que já deram o aval e estão colhendo os frutos dessa digitalização. Pelo sistema, todos ganham com mais rapidez, confiança, qualidade de portfólio e preços com o objetivo de conectar o produtor rural com as melhores oportunidades de negócios”, explica Leandro Carvalho, CEO da Supercampo.

Além dos benefícios para os usuários que navegarem pela loja digital, as cooperativas também têm a oportunidade de digitalizar seus estoques, vendendo em diferentes canais do marketplace www.supercampo.com que conta com mais de 120 mil produtos disponíveis, mais de 400 lojistas parceiros e cerca de 80 mil cooperados das 12 cooperativas sócias.

Para essa parceria, a Supercampo escolheu a VTEX, que é líder em Plataformas de Comércio Digital B2C, e a TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil. Serão oferecidas funcionalidades como checkout integrado, múltiplos cenários de entrega e retirada, cotação, pedidos em grade, ciclos de venda, sugestões de produto, sincronização automática de estoque, entre outros. Tudo para impulsionar o negócio das cooperativas.

“Faz parte da estratégia da TOTVS, por meio da dimensão de Business Performance, apoiar as empresas a melhorarem seu desempenho e se tornarem mais competitivas em seus mercados por meio de diversas soluções, incluindo Digital Commerce, onde temos a VTEX como nossa grande parceira. Tanto a TOTVS, quanto a VTEX acreditam na força e potencial do agronegócio brasileiro e, por isso, é motivo de orgulho firmar essa parceria com a Supercampo e apoiar a transformação do campo, potencializando produtividade e rentabilidade do setor”, afirma Pedro Henrique Almeida, diretor-executivo de Negócios Digitais da TOTVS.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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