Startup de SecTech traz plataforma digital para melhorar a segurança do setor logístico

02/05/2023

Com o objetivo de fornecer uma plataforma digital inovadora voltada para empresas de médio porte que buscam soluções de segurança inteligentes e acessíveis para suas operações, a SafeCompany –  joint venture entre a Avantia, uma das empresas líderes em segurança eletrônica no Brasil, e a ICTS Security, consultoria especializada na estruturação e gestão de segurança empresarial – nasce para atender diversos segmentos, dentre eles, o setor de logística brasileiro, que, atualmente, é um dos mais concorridos no cenário nacional, em especial, por conta do período pós-pandêmico em que as entregas chegaram a movimentar mais de R$ 300 bilhões, segundo dados da Associação Nacional de Cargas e Logística.

A nova companhia tem como objetivo central integrar os modelos de segurança patrimonial, ocupacional e cibersegurança com modernas ferramentas de inteligência, compliance, produtividade e gestão, a fim de proteger para gerar melhores resultados.

Para cumprir tais objetivos, segundo Maurício Ciaccio, sócio da Avantia e CSO da SafeCompany, a SecTech faz uso da infraestrutura de câmeras e alarmes já existentes nas empresas e adiciona uma camada de monitoramento proativo e automatizado, baseado em Inteligência Artificial, capaz de interpretar em tempo real os eventos de risco capturados nas imagens. Isso permite a detecção e resposta rápida a potenciais ameaças, irregularidades e comportamentos suspeitos ou inseguros nos ambientes da empresa, tais como tentativas de invasão, atos de violência, acesso indevido em áreas restritas, obstrução de equipamentos de combate a incêndio e até mesmo a falta de uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

“Com o aumento dos fretes, as empresas do segmento logístico acabam acumulando altos valores em seus Centros de Distribuição e veículos. São milhares de produtos transportados diariamente, e isso exige do empresário maior atenção sobre a segurança e controles da sua operação”, revela Ciaccio.

Para o executivo da SafeCompany, a plataforma vai levar para as empresas de médio porte um pacote de metodologias e recursos avançados de segurança e controle, que até hoje estavam restritos apenas às grandes companhias. “Nossa solução coloca à disposição dos gestores todo o potencial da visão computacional, que usa as imagens de CFTV para detectar irregularidades e ameaças em tempo real e automatizar controles sobre a operação, como a supervisão da entrada/saída de veículos e o processo de carga e descarga de caminhões. E traz também um modelo de registro ágil de eventos – novos riscos, ações preventivas, não-conformidades e ocorrências –, realizado, inclusive, pelo celular, o que otimiza o tempo e recursos da organização e estabelece uma abordagem proativa e dinâmica para a gestão dos riscos empresariais.”

Num setor fortemente impactado pelo roubo de cargas, que, segundo pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística, cresceu 1,7% em 2021, com mais de 14 mil ocorrências e prejuízos na ordem de R$ 1,27 bilhão para as empresas de transportes, a plataforma SafeCompany oferece recursos que prometem combater o problema em sua origem: dentro da própria empresa.

“Para dissuadir conluios, evitar o vazamento de informações e o descumprimento de procedimentos e controles, a SafeCompany conta com ferramentas avançadas para análises de background check e do perfil ético de profissionais, bem como para a realização de diligências sobre o ecossistema de terceiros e prestadores de serviço da organização e controle de seus contratos, licenças e certificados”, relata Ciaccio.

Um canal on-line para reporte de irregularidades e desvios de comportamento de forma anônima, uma camada de cibersegurança para detecção de vulnerabilidades nos ambientes de TI da empresa e proteção de seus dados sensíveis, e ainda, um aplicativo para acompanhamento de colaboradores que atuam em áreas ou atividades de risco completam o conjunto de recursos da plataforma que suportam o combate ao roubo de cargas. “Por meio de um software sofisticado em nuvem, a SafeCompany aporta um pacote completo de funcionalidades que vão muito além da integração dos sistemas tradicionais de segurança, trazendo para a palma da mão dos empresários um panorama completo sobre o nível de proteção de seus negócios e focos de atuação”, finaliza Ciaccio.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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