Solução inovadora da Manserv reduz os custos operacionais do processo de carregamento

08/04/2016

Equilibrar eficiência e segurança no processo de carregamento sempre foi um desafio para o setor logístico. A Manserv, empresa líder em manutenção, logística e facilities, desenvolveu uma solução que promove justamente esse ganho duplo para o carregamento de cargas. O projeto, feito para um cliente do setor de autopeças, utiliza uma esteira pantográfica com elevação vertical, que permite minimizar acidentes e reduzir em 15% os custos do processo de carregamento

 

Isto porque, antes da aplicação da solução, o carregamento demandava uma quantidade maior da mão de obra, responsáveis também pela elevação e manuseio da carga dentro do veículo. Como novo processo, foi possível reduzir o tempo médio de carregamento em até 17%.

 

“Normalmente, a maior parte da mão de obra direta de um centro de distribuição está no processo de – separação e expedição. A Manserv, sempre atenta em desenvolver soluções para aprimorar os seus processos, encontrou na mecanização do carregamento, a solução ideal e que combina produtividade, segurança, qualidade e minimiza riscos de acidentes”, afirma Marcelo Felipe, Diretor da Manserv Logística. 

 

Desenvolvida na Alemanha, a esteira pantográfica demandou do time de Engenharia da Manserv um longo processo de estudos, análises e testes. “Avaliamos todo o processo durante o ano passado e conseguimos melhorar ainda mais a sua execução além de estender a tecnologia para novas aplicações, complementa Rodrigo Grando, Coordenador de Engenharia da Manserv Logística.

 

Leve e fácil de transportar, a esteira de alumínio não fica restrita ao carregamento de um tipo de produto. Já estão em prática novos projetos para replicação em operações da indústria de papel e também de bens de consumo. E, para tornar a sua operação ainda mais moderna, a Manserv pretende utilizar dispositivos de reconhecimento ótico e de Radio-Frequency Identification (RFID) no equipamento, tornando a operação ainda mais inteligente e praticamente eliminando erros no carregamento. “Essa inovação permitirá que o sistema identifique a carga, monitore a quantidade – de cada volume, interrompendo o fluxo de carregamento automaticamente, caso alguma anomalia seja identificada”, completou.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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