Software auxilia empresas do setor de transporte com o eSocial

24/03/2016

O eSocial ainda nem entrou em vigor, mas já está tirando o sono de muitos empregadores. Criado para consolidar as informações da área trabalhista em uma única entrega –para o governo – o eSocial passará a ser obrigatório a partir de setembro deste ano, para empresas que tiveram faturamento superior a 78 milhões no ano exercício de 2014. Apesar da aparente praticidade, o sistema ainda gera dúvidas e algumas preocupações aos usuários.

Antes de analisar os principais impactos promovidos pelo eSocial, é importante observar como é realizado o repasse das informações oriundas dos departamentos pessoais. Atualmente, existem várias obrigações que devem ser entregues de acordo com um cronograma específico, muitas, inclusive, são feitas de forma manual, dependendo da apuração de documentos. Além disso, algumas informações se repetem em novos envios, tudo porque órgãos como o Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal, Previdência Social e Receita Federal dependem dos dados trabalhistas enviados pelas empresas.

O eSocial mudará a cultura das empresas na hora de transmitir as informações, uma vez que elas se transformarão em um único arquivo digital. Por isso é interessante lembrar que o eSocial deverá atingir de maneira completa a infraestrutura tecnológica de todas as empresas. Neste aspecto, devemos levar em conta ainda que, cada funcionário pode ter até 44 eventos relacionados a sua vida profissional. Isso significa que, estes eventos poderão totalizar mais de 2.300 informações com no controle e apuração dos tributos previdenciários. Um verdadeiro “Big Data” fiscal para empresas.

Mas os gestores do setor de transportes podem ficar tranquilos neste sentido. Afinal, nada melhor que se ter uma “mãozinha” quando precisamos lidar com algo novo, não é mesmo? Pensando nisso, a BgmRodotec, disponibiliza o software Globus, especialista na gestão de empresas de transporte rodoviário. Com o auxílio da plataforma, a entrega das documentações, por meio do eSocial, é eficaz, no prazo certo, sem multa e sem dor de cabeça.“Na prática, estar de acordo com todas as mudanças sem utilizar um sistema de gestão é praticamente inviável, o que justifica a importância do investimento neste tipo de ferramenta, já que isto será algo que otimizará o trabalho do setor responsável pelo envio das declarações”, avalia Valmir Colodrão, diretor da BgmRodotec.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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