SKIC Brasil inaugura centro de gestão, armazenagem e manutenção de equipamentos industriais

27/07/2023

A SKIC Brasil, filial brasileira da Sigdo Koppers Ingieneria Y Construccion, uma das principais empresas de Engenharia e Construção da América Latina, acaba de inaugurar a SK Deysu, sua nova base de equipamentos e centro especializado em logística e na prestação de serviços integrais para equipamentos em diferentes setores. Localizada em São José dos Campos, SP, a nova unidade – a primeira no Brasil e terceira na América do Sul, depois do Chile e Peru – contará ainda com serviços de capacitação em mecânica e treinamento para operadores de equipamentos pesados.

“Como player relevante no setor de engenharia e construção, constatamos diariamente o quão estratégico é termos um portfólio de equipamentos apropriado para os nossos segmentos de atuação, em especial energia e mineração, assim como termos uma gestão profissional de manutenção desses equipamentos e operadores capacitados. Esse investimento vai ao encontro dessa demanda”, conta Robson Campos, CEO da SKIC Brasil. “Estamos trazendo para o País a nossa primeira unidade de prestação de serviços integrais de gestão e manutenção de equipamentos, em mais uma manifestação da nossa confiança na ampliação dos nossos negócios no Brasil, que é uma importante plataforma de crescimento do Grupo Sidgo Koppers.”

Campos explica que a escolha de São José dos Campos para receber a nova unidade de negócios se deu por uma combinação de fatores. “A região reúne excelentes condições logísticas e estruturais, mão-de-obra especializada e um grande número de fornecedores, além de ser próxima à nossa sede e ter no raio de 500 km boa parte do PIB nacional. Também concentra um número expressivo de empresas importantes de setores como o industrial e de construção, que são fortes impulsionadores da economia do estado de São Paulo”, destaca o CEO da SKIC Brasil.

Com uma área total de mais de 10.000 m2, a SK Deysu conta com dois galpões cobertos, que ocupam cerca 7.000 m2 para a realização dos serviços de manutenção preditiva, preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos pesados.

No segmento de gestão e logística, a SK Deysu possui equipamentos como caminhões gruas com capacidade de até 50 toneladas, perfuratrizes, tratores, retroescavadeiras, carregadeiras, Roockdrill, geradores, compactadores, motosserras, caminhão comboio, caminhão de transporte, caminhão prancha, camionetes e veículos leves. E novos equipamentos estão sendo adquiridos nos próximos meses para aumentar e equilibrar ainda mais o nosso portfólio.

De acordo com Campos, existe uma grande oportunidade de crescimento da nova operação. “O cenário atual é muito promissor, com grandes projetos de energia e mineração sendo executados, e a perspectiva é de que novos empreendimentos sejam anunciados em breve”, ressalta o CEO da SKIC Brasil. “Com o aquecimento do mercado de infraestrutura, já vemos gargalos na disponibilidade de alguns tipos de equipamentos. Por isso, ter um bom parque de equipamentos próprios e contar com parceiros estratégicos torna-se fundamental para o bom andamento dos projetos”, completa.

A SK Deysu inicia operação com cerca de 30 colaboradores, entre engenheiros, administradores, mecânicos, soldadores, eletricistas e operadores.

Sobre a SKIC

A SKIC (Sigdo Koppers Ingenería Y Construcción) é uma empresa de capital chileno líder na indústria da construção e montagem em larga escala, com operações também no Brasil e Peru. Desde a sua fundação, em 1960, participou de importantes projetos em sua área de atuação, que inclui engenharia, construção e montagem, gerenciamento de compras e transporte e logística local e internacional.

A empresa tem uma vasta experiência em projetos EPC que exige altos níveis de especialização, e além dos seus mais de 800 projetos já realizados em mineração e outros segmentos, tem capacidade de realizar trabalhos em áreas tão diversas quanto geração e transmissão de energia, indústria pesada como siderurgia, papel e celulose, saneamento, portos e óleo e gás.No Brasil, a empresa começou a atuar em 2016 e hoje conta com 8 projetos em andamento, com aproximadamente 2.500 colaboradores diretos e indiretos, chegando nos próximos meses a mais de 4.000 somente com os projetos já em carteira.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

01

Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor
Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor

02

Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega
Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega

03

Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal
Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal