Simulações virtuais transformam o desenvolvimento de veículos na VW Caminhões e Ônibus

Em meio às tecnologias que ganham espaço nas etapas de desenvolvimento de novos veículos, uma das ferramentas que mais tem impactado este processo são as simulações virtuais. Por meio de softwares avançados e metodologia desenvolvida na companhia, o time de engenharia da VW Caminhões e Ônibus tem a possibilidade de calcular a durabilidade dos componentes de forma mais rápida, precisa e eficiente, proporcionando redução de cerca de 70% no tempo de análise. A inovação se soma às iniciativas de tecnologia promovidas pela empresa e agrega ainda mais confiabilidade e sustentabilidade aos produtos VW.

Aplicada na fase de pré-desenvolvimento, a simulação de durabilidade virtual de veículos é um processo computacional utilizado para prever o desempenho estrutural e funcional de um veículo ao longo do tempo e antecede a construção de protótipos físicos. A adoção do sistema envolve ainda a aplicação de testes de rodagem virtual que consideram diversas variáveis relacionadas aos cenários de operação e oferecem noções valiosas sobre a estrutura, a fadiga e a dinâmica dos itens metálicos avaliados.

“Anos atrás, era preciso montar muitos protótipos e fazer diversas medições para identificar os pontos de fragilidade do veículo, tornando o processo mais demorado e custoso. Com as simulações virtuais e medições em aplicação crítica, é possível criar gêmeos digitais extremamente precisos e submetê-los a diversas condições de estresse, como vibração, impacto e fadiga em um ambiente virtual. Desta maneira podemos reduzir a quantidade de protótipos construídos, gerando economia de tempo, custos e recursos ao identificar falhas potenciais em estágios iniciais de desenvolvimento”, conta Mauro Simões, diretor de pré-desenvolvimento da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Quando o processo de durabilidade virtual foi implementado eram necessárias aproximadamente 90 horas de processamento para simular testes de durabilidade equivalentes a seis meses. Atualmente, a equipe responsável obtém resultados em 24 horas, uma redução de cerca de 70% no tempo de análise. Outra vantagem das simulações virtuais é a possibilidade de utilizar dados reais de operação para calibrar os modelos. A customização dos testes virtuais é realizada com utilização de algoritmos genéticos que permitem obter grande correlação com a realidade.

Além das propriedades e comportamentos mecânicos dos itens analisados, são considerados os dados referentes às principais aplicações em que os veículos operam, desta maneira pode-se analisar os dados coletados de veículos em campo, identificar os pontos críticos e aprimorá-los com base em condições de uso mais realistas. O processo também conta com a colaboração de parceiros e fornecedores para a compilação de dados e propostas de modificação. Ao investir em simulações virtuais, a VWCO demonstra seu compromisso com a qualidade e a durabilidade de seus produtos. A iniciativa representa o movimento da montadora em direção a um futuro mais sustentável e eficiente, unindo inovação, tecnologia e foco no cliente.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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