SETCESP inaugura Central de Atendimento em Barueri

13/03/2020

Na tarde desta última terça-feira (10) o SETCESP inaugurou sua mais recente CAS – Central de Atendimento SETCESP em Alphaville/Barueri, após o tradicional almoço da Plena, deste mês de março.

“Queremos expandir a atuação do SETCESP, sair das nossas paredes e conseguir ficar mais perto das empresas”, disse o presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, Tayguara Helou, durante o encontro, revelando que a intenção de instalar a unidade no local é deixar mais acessível os serviços da entidade aos transportadores da região.

Desta forma, a unidade passa a oferecer no local os mesmos serviços disponíveis na sua base como o cadastro no RNTRC, Clube de Compras, Recursos de Multas, Consultoria Jurídica, Exame Toxicológico, entre outros.

Fenando Teixeira Silva, o gestor da CAS Barueri também destacou a importância ter uma CAS local para oferecer mais agilidade aos transportadores “daqui até SETCESP, que fica sediado na Vila Maria são aproximadamente 50km, o associado da região ganha agora muito em praticidade, podendo recorrer à CAS Barueri”.

Lembrando que essa é a segunda unidade CAS, a primeira foi instalada pelo SETCESP em 2018 e fica na cidade de Jundiaí. “Desde que abrimos a CAS ampliamos nossa base de associados em 81%, isso só evidência que realmente essa estratégia funciona” compartilha Tayguara.

Para Ana Carolina Jarrouge, presidente executiva da entidade, a região de Barueri foi escolhida porque tem grande potencial de atendimento, “estão localizados ali 12 centros de distribuição e várias indústrias, tenho certeza que aqui vai ser uma unidade que proporcionará bastante auxílio às empresas”, afirmou.

Barueri é a cidade com o 5º maior PIB do estado. Foi 6° maior município em geração de vagas de emprego formal no país em 2019, além de concentrar quase mil empresas de transportes em sua extensão. Na região hoje há cerca de 400 associados ao SETCESP. A nova unidade CAS terá a capacidade de dar atendimento para mais de 3.000 empresas associadas.

Além do município de Barueri a CAS local atenderá também outros 14 munícipios da região: Carapicuíba, Cotia, Embu, Embu Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Osasco, Pirapora do Bom Sucesso, Santana de Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

A CAS Barueri fica na localizado na Alameda Rio Negro, 500, sala 2209 – torre B, Alphaville. Entre em contato pelo telefone (11) 4191-9409 ou e-mail barueri@setcesp.org.br.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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