Seis em cada dez líderes logísticos na América Latina planejam implementar RFID até 2028, aponta estudo da Zebra Technologies

31/10/2023

A Zebra Technologies, considerada líder mundial em soluções digitais, hardware e software inovadores, divulga os dados do seu mais recente Estudo Global sobre o Futuro dos Armazéns 2023, que confirma que 58% dos responsáveis pela tomada de decisão nos armazéns e Centros de Distribuição preveem implementar a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) até 2028, o que ajudará a aumentar a visibilidade do inventário e a reduzir a falta de estoque.

Nos próximos cinco anos, a maioria dos líderes de armazéns tem previsto implementar leitores de RFID fixos, passivos ou portáteis, assim como leitores fixos industriais que permitem realizar a rastreabilidade dos ativos, trabalhadores e mercadorias em todo o entorno do armazém.

Gerir melhor as devoluções

Acelerar os prazos dos projetos de modernização nos armazéns e nos Centros de Distribuição será fundamental para ajudar a melhorar a gestão das devoluções, que se tornou o principal desafio operacional citado por mais da metade dos entrevistados do estudo, representando 21 pontos percentuais a mais em relação ao ano anterior.

“O aumento significativo das devoluções é diretamente proporcional ao crescimento da conformidade de pedidos online nos últimos anos e se torna um dever gerenciar as mudanças em cada elo da cadeia de suprimentos”, diz Vanderlei Ferreira, vice-presidente e Gerente Geral da Zebra Technologies no Brasil.

Ainda segundo ele, “isso significa que os responsáveis pelo armazém devem modernizar as suas operações com soluções tecnológicas para gerir as devoluções, aumentar a agilidade, a visibilidade do inventário e o planejamento de demanda, com a finalidade de melhorar a eficiência e a tomada de decisões em tempo real”.

Segundo o estudo da Zebra, a maioria dos entrevistados (83%) diz que está sob pressão para melhorar o desempenho, ao mesmo tempo que se adapta às novas demandas dos consumidores por comércio eletrônico. Segundo 95% dos empregados dos armazéns e 79% dos tomadores de decisão na região, os erros no inventário e a falta de estoque seguem representando um desafio significativo para a produtividade. Ambos os grupos reconhecem que necessitam de melhores ferramentas de gestão para melhorar a precisão do inventário e determinar a disponibilidade.

Além disso, 95% dos líderes logísticos latino-americanos (91% em nível mundial) estão atendendo a essa necessidade, citando planos para investir em tecnologia que aumente a visibilidade em toda a cadeia de abastecimento até 2028.

Otimizar as operações para aumentar a visibilidade

Os gestores também estão aumentando o número de trabalhadores de linha de frente por meio da automatização dos seus armazéns para otimizar e aumentar a visibilidade dos seus inventários. Segundo um estudo da Interact Analysis, apesar da recente diminuição da demanda por projetos de automatização (em parte devido à redução da construção de armazéns), é esperado que essa demanda volte a crescer em 2024.

O estudo da Zebra revelou que 72% dos tomadores de decisão dos armazéns e Centros de Distribuição já automatizaram ou planejam automatizar os seus fluxos de trabalho até 2024 para orientar os funcionários para tarefas de maior valor e que sejam centradas no cliente. Mais da metade dos líderes de logística acredita que a automação aumenta a eficiência e a produtividade dos trabalhadores, reduzindo a coleta manual de pedidos, erros e tempos de ciclo. Enquanto isso, oito em cada dez funcionários do armazém concordam que usar mais tecnologia e automação os ajuda a superar as metas de produtividade.

Sustentabilidade, uma prioridade na tomada de decisões logísticas

Os tomadores de decisão em armazéns e Centros de Distribuição estão cada vez mais escolhendo soluções com base em sua capacidade e que os ajudam a criar operações sustentáveis, impulsionadas em grande parte por regulamentações ambientais, custos ou escassez de energia, juntamente com as expectativas de clientes, trabalhadores e investidores. Por isso, 75% dos gerentes de armazém da América Latina (77% em todo o mundo) estão se concentrando na redução de emissões e resíduos, enquanto nove em cada dez dizem que é importante que suas soluções tecnológicas maximizem a vida útil da bateria.

Outros elementos sustentáveis mencionados como prioridade pelos entrevistados da Zebra incluem garantir um tempo de troca preciso para dispositivos móveis, conectar-se a softwares de controle de energia para maximizar a eficiência, oferecer programas certificados de recompra e reforma de economia circular e o uso de materiais reutilizáveis e recicláveis. Além de suas próprias operações, 85% dos gerentes de armazém também dizem que é importante que os provedores de tecnologia tenham medidas de sustentabilidade para administrar seus negócios.

Principais dados regionais

ÁSIA-PACÍFICO (APAC)

– A maioria dos entrevistados na região concorda sobre a importância de melhorar a precisão e determinar a disponibilidade. 79% de ambos os grupos entrevistados reconhecem que precisam de melhores ferramentas de gestão de estoque para obter esses resultados.

EUROPA, ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA (EMEA)

– 43% dos líderes de armazéns da região citaram a gestão de devoluções como o principal desafio operacional, um aumento de 12 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

AMÉRICA LATINA (LATAM)

– 83% dos responsáveis pelos armazéns na América Latina afirmam que eles estão sob pressão para melhorar o desempenho enquanto se ajustam às mudanças nas demandas do comércio eletrônico. Este percentual é o maior dentre todas as regiões.

AMÉRICA DO NORTE

– 85% dos empregados do armazém estão preocupados com a gestão da carga de trabalho e dos níveis de estresse para alcançar os objetivos de produtividade, superando a média mundial de 79%.

Metodologia do estudo

O Estudo global sobre o Futuro dos Armazéns 2023 da Zebra foi realizado em março e abril de 2023 pela empresa de pesquisa terceirizada Azure Knowledge Corporation. Inclui insights de mais de 1.400 tomadores de decisão e associados que gerenciam e mantêm operações de armazém ou Centro de Distribuição em fabricação, varejo, transporte, logística e distribuição atacadista na América do Norte, América Latina, Europa e Ásia-Pacífico.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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