Segunda fábrica da Interroll em Atlanta inicia atividade

11/08/2020

Na Interroll, a região das Américas continua com um alto nível de atividades de projeto. Ao mesmo tempo, a empresa está rapidamente introduzindo no mercado soluções inovadoras. Os principais fatores impulsionadores comerciais, como aumento de automação para armazéns, aumento do comércio eletrônico e elevada demanda nos serviços de correio, correio expresso e encomendas, continuam sustentando essa perspectiva positiva de médio prazo na região das Américas e em todo o mundo. “Aumentamos as capacidades para garantir prazos de entrega reduzidos para nossos clientes e usuários finais no mercado norte-americano nos próximos anos”, informa Richard Keely, Vice-presidente Executivo para a região das Américas e membro da Direção do Grupo. “Continuamos assistindo a uma elevada demanda de soluções Interroll nos setores que usam transportadores e separadores.

Por isso, aumentamos nossas instalações de produção, criando simultaneamente várias novas células de montagem que se destacam por sua rapidez e agilidade.” O novo edifício garante 9.300 m2 de área para produção e armazenamento e aproximadamente 2.300 m2 de escritórios. Esse edifício também inclui instalações de treinamento, bem como uma sala Kaizen e instalações para os funcionários, como uma academia.

O novo edifício possui linhas de montagem para a Plataforma de Transporte Modular (MCP), bem como para todos os separadores, incluindo o novo separador de correia cruzada de alto desempenho (HPCS) e calhas de separação. Em um futuro próximo, esse edifício também alojará uma linha de produção para Plataformas de Transporte de Paletes Modulares (MPP). “Nos últimos meses, a capacidade tem se revelado cada vez mais crítica à medida que as cadeias de suprimento enfrentam confinamentos e outras restrições.

Durante esse período difícil, continuamos vendo novas oportunidades graças ao nosso compromisso de garantir prazos de entrega curtos”, afirma Keely. “Nossa equipe está totalmente empenhada em manter esse clima de excelência e está ansiosa para, no futuro, convencer mais clientes com nosso desempenho em termos de entregas.”

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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