Seal Sistemas e GS se unem para apoiar expansão do varejo com inteligência preditiva sobre comportamento de consumo

23/04/2021

A crescente demanda do mercado varejista por serviços de inteligência analítica e soluções tecnológicas, visando otimizar o faturamento e os resultados do setor, fez surgir uma nova aliança estratégica entre a GS Ciência do Consumo e a Seal Sistemas. As duas empresas acabaram de anunciar uma parceria visando oferecer um portfólio completo e avançado de serviços dedicados a varejistas de todos os portes, agregando a inteligência de dados para apoiar a expansão do segmento, a partir da análise do comportamento do consumidor.

A GS possui soluções baseadas em Big Data e machine learning para unir o varejo e o consumidor. Para o varejista, o objetivo é identificar oportunidades para aumentar o faturamento das lojas e ativar os shoppers com estratégias promocionais discountless. Para o consumidor, o propósito é criar uma experiência de compra frictionless e altamente positiva.

A parceria fortalece o posicionamento da Seal Sistemas – que há mais de 30 anos atua no mercado brasileiro de computação móvel e captura automática de dados – como um hub tecnológico e uma integradora de soluções completas para o varejo, potencializando seu portfólio com soluções de CRM e ferramentas de inteligência de dados.

Já do lado da GS, a aliança dá acesso a uma ampla base de clientes no mercado varejista brasileiro. Isso permite não apenas expandir a sua carteira como também ajuda a ampliar a captura de dados de consumo fundamentais para a detecção e a análise de tendências do setor, inclusive por meio da inteligência artificial (IA).

Dados estratégicos

“Continuamos focados em ampliar o nosso portfólio para oferecer uma solução cada vez mais completa para os nossos clientes do mercado varejista. A GS é, sem dúvida, uma das principais empresas de inteligência analítica dedicadas ao segmento, com a maior base gerenciada de clientes nesse setor”, afirma Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas. “Trata-se de uma parceria altamente estratégica, já que ela amplia ainda mais a nossa oferta de soluções tecnológicas avançadas em benefício dos nossos clientes.”

O potencial do serviço de inteligência analítica oferecido pela GS, que agora também integra o portfólio da Seal Sistemas, é bastante amplo. Com o uso de novos recursos tecnológicos, o varejista consegue saber, antes mesmo de abrir uma nova loja, qual é o potencial de venda do ponto escolhido para um novo empreendimento. Também é possível entender de antemão o perfil do público do entorno desse novo endereço, os vetores de crescimento da cidade e o perfil da concorrência da região.

A solução da GS também viabiliza o dimensionamento das categorias de produtos que têm maior potencial de faturamento na nova unidade, o que é importante para definir seu tamanho e estrutura interna. O índice de assertividade das análises da GS é de 96%.

Maior especialista em comportamento de consumo de shoppers do Brasil, a GS aplica todo esse conhecimento em potencial de vendas por área de influência e categorias também em forma de tecnologia. Com uma plataforma criada especialmente para o varejo, o Zoombox, a companhia utiliza IA para ativação de clientes de forma hiperpersonalizada, entregando a oferta certa, para o cliente certo, no momento certo e com análises de performance detalhadas e precisas.

”A parceria com a Seal Sistemas é estratégica no sentido de levar aos clientes varejistas o estado da arte em modelos analíticos e tecnologia com vistas a auxiliá-los no processo de digitalização e inteligência aplicada aos negócios, pois cada vez mais esses dois temas se tornam importantes pilares de sustentação do varejo”, finaliza Fernando Gibotti, CEO da GS Ciência do Consumo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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